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Médico pede que grávidas cumpram quarentena no ES: "Situação está feia"

Com base na falta de vagas em leitos de UTI que tem visto nos hospitais particulares, o obstetra Fernando Guedes da Cunha pede que gestantes sigam quarentena à risca, principalmente aquelas que estão com mais de 30 semanas,

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 17/03/2021 às 20h48
Fernando pediu que grávidas sigam quarentena à risca e relatou falta de  vagas nas UTIs
Fernando pediu que grávidas sigam quarentena à risca e relatou falta de vagas nas UTIs. Crédito: Reprodução/Instagram

Médico obstetra de Vitória, Fernando Guedes da Cunha publicou vídeos em suas redes sociais nesta quarta-feira (17) alertando para os riscos da Covid-19 em gestantes. Ele citou o caso de uma paciente, grávida de oito meses, que foi infectada pelo novo coronavírus pela segunda vez durante a gestação. Fernando pede que a quarentena implementada pelo governo do Estado, principalmente pelas gestantes, seja seguida à risca.

"O recado que fica, principalmente para as gestantes, é: por favor, cumpram a quarentena, tomem as medidas de cuidado, álcool em gel, máscara, não saiam de casa por coisas desnecessárias, principalmente aquelas que estão com mais de 30 semanas, porque os quadros costumam ser mais graves e podem transmitir Covid para o bebê. Muita atenção, é a segunda vez que a mesma paciente está contaminada grave. Possivelmente, vai precisar de interrupção, nós estamos esperando resultado de exames. Vamos manter todos os cuidados", reforçou o médico obstetra.

Fernando Guedes da Cunha

Médico obstetra

"Seja por falta de vacinas, por falta de um tratamento eficaz com comprovação científica, ou por falta de investimento, mas a situação está muito feia"

FALTAM VAGAS NAS UTIs DOS HOSPITAIS DO ESTADO

Além disso, Fernando também alerta para a falta de vagas nas UTIs dos hospitais do Estado. O obstetra pontuou que muitas pessoas estão tendo que ser intubadas por evoluírem para um quadro mais crítico da Covid-19 e chama a atenção para a sobrecarga dos profissionais de saúde que trabalham nos leitos de tratamento intensivo.

"Eu fui olhar essa paciente pela manhã e é desesperador. A quantidade de gente que está sendo intubada na emergência e sem vaga de UTI. A sobrecarga que os profissionais estão passando. Está parecendo fila indiana, intuba um aqui, o outro começa a reclamar ali, os equipamentos estão todos baixos e começa o protocolo de intubação, então realmente está desesperador", narrou.

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