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Mapa: veja os municípios do ES que não retomarão aulas presenciais em 2020

Levantamento de A Gazeta junto às prefeituras indica as cidades que decidiram manter apenas as atividades remotas até o final do ano letivo

Publicado em 08/10/2020 às 20h16
Atualizado em 13/10/2020 às 17h36
Fotos de sala de aula vazia - banco de imagens
Sala de aula vazia: nenhum município do Espírito Santo manifestou, até  o momento, decisão para retorno presencial. Crédito: Ivan Aleksic/Unsplash

Mesmo com a autorização do governo do Estado para a reabertura das escolas para as aulas presenciais, após ficarem fechadas por quase sete meses devido à pandemia da Covid-19, muitos municípios estão optando por não voltar em 2020. No momento, chega a 36 o número de cidades do Espírito Santo onde, até o final do ano letivo, serão mantidas somente as atividades remotas na rede municipal. 

A decisão, segundo indicam os gestores municipais, tem se baseado num debate coletivo. O presidente da União dos Dirigentes Municipais da Educação no Espírito Santo (Undime-ES), Vilmar Lugão de Britto, ressalta que os conselhos de Educação, a comunidade escolar e até a equipe da área da Saúde têm sido consultados para subsidiar o posicionamento das cidades. No levantamento da entidade, 48 municípios declararam que não voltam, mas, como se trata de uma consulta informal, a lista não foi divulgada. 

Na região metropolitana, Serra, Cariacica, Fundão e Guarapari já decidiram não voltar. Em Vila Velha, as atividades presenciais estão suspensas até o final do mês, por decreto, enquanto o município avalia o resultado da consulta  às famílias sobre a possibilidade de retorno. Em Vitória, a pesquisa também já foi realizada e a expectativa é que, nesta quarta-feira (14), haja uma definição

Assim como Vila Velha, pelo menos outros 11 municípios optaram por adiar a definição para o final de outubro, quando deverão fazer uma nova análise sobre o cenário da pandemia e o que apontam as famílias dos estudantes. Das 78 cidades do Espírito Santo, nenhuma manifestou, até o momento, decisão pelo retorno presencial.

Para voltar, as escolas têm que estar adaptadas do ponto de vista sanitário, ou seja, precisam adotar os protocolos para prevenção e controle da Covid-19. Em algumas cidades, observa Vilmar Lugão, o processo de licitação para a compra de materiais que não faziam parte da rotina escolar, como máscaras e dispensadores de álcool em gel, não foi concluído, o que também inviabiliza o retorno. 

Além disso, o presidente da Undime-ES diz que os secretários da Educação estão ponderando o aspecto pedagógico do retorno, uma vez que haveria um tempo reduzido de atividades presenciais devido a todas as medidas que precisam ser adotadas, como escalonamento e rodízio de alunos.

Dos 78 municípios capixabas, apenas três não têm autorização para retomar as atividades presenciais porque estão no risco moderado de transmissão da Covid-19, no mapa vigente até 18 de outubro. Quando apresentavam indicadores melhores da doença, e tinham a possibilidade de retornar, Montanha e Anchieta já haviam anunciado que não reabririam as escolas da rede este mês, enquanto Ibatiba já está decidido a não voltar em 2020.

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