Publicado em 4 de agosto de 2021 às 08:37
- Atualizado há 5 anos
O incêndio que atingiu uma madeireira na Serra desde a noite desta terça-feira (3) pode afetar o atendimento em hospitais e unidades de saúde. Isso porque uma empresa de sistemas que funciona em um prédio ao lado do galpão que pegou fogo presta serviço a unidades hospitalares da Grande Vitória. Pelo fato da rede elétrica ser interligada, os bombeiros solicitaram que o fornecimento de energia fosse interrompido e, por isso, os computadores da empresa foram desligados. >
De acordo com informações da TV Gazeta, em um prédio ao lado do galpão funcionam cinco empresas. Além da madeireira, uma das empresas que está estabelecida no local é a Via Center que, segundo a Defesa Civil, abastece sistemas de hospitais e unidades de saúde, alguns públicos e outros particulares, de toda a Grande Vitória. >
A rede elétrica do prédio é interligada. Então, quando os bombeiros chegaram até o local para conter o fogo, eles pediram que fosse desligada toda a energia do prédio. Quando isso foi feito, os computadores pararam de funcionar e não foram religados até a manhã desta quarta (4). >
Segundo informações obtidas pela reportagem, ainda não se sabe como está o atendimento nos hospitais e unidades de saúde, mas pode ser que haja uma lentidão no acesso a dados armazenados de forma eletrônica, como prontuários, por exemplo.>
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A Defesa Civil informou que só poderia verificar a estrutura do prédio depois que o incêndio fosse totalmente controlado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo foi contido por volta das 9h desta quarta (4).>
Um incêndio atingiu uma madeireira que fica localizada às margens da BR 101, na altura do bairro Carapina, na Serra. O fogo começou por volta das 22h15 desta terça-feira (3), conforme divulgado pelo Corpo de Bombeiros nas redes sociais. Equipes da corporação combateram as chamas durante toda a madrugada e controlaram o incêndio na Rondônia Madeiras na manhã desta quarta (4). Segundo a reportagem da TV Gazeta, um funcionário estava no local no momento do incêndio, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. >
Por volta das 9h desta quarta-feira (4) os bombeiros concluíram o trabalho de combate ao fogo e controlaram o incêndio. O Corpo de Bombeiros informou que oito viaturas e mais de 20 militares foram empenhados na ação. >
O proprietário da madeireira, José Carlos Simões, esteve no local pela manhã. Segundo ele, o galpão e todo o material que estava nele foram destruídos. "Todo o estoque, caminhões, empilhadeiras, ou seja, tudo. É muito triste, você vê um sonho se desmanchando. É doloroso", disse. >
Ele reclamou da falta de água no hidrante que fica em frente ao galpão e disse que o prejuízo poderia ser maior. "A gente contou com apoio dos bombeiros, tava todo mundo aqui, o pessoal pronto para trabalhar. Mas faltou água no hidrante na frente da empresa. Se não fosse a empresa de um amigo que tinha carro-pipa, tinha queimado até o prédio também", contou. >
De acordo com o tenente Daniel, a maior dificuldade se dá pelo madeirame, material em que fogo predominou. Segundo ele, a dificuldade da água penetrar este tipo de produto prolonga o trabalho das equipes. >
"A dificuldade maior se dá pela configuração dos materiais, são materiais sólidos inflamáveis, basicamente madeirame. Eles atingem um alto ponto de ignição. Ocorre também que a água acaba não penetrando adequadamente nesses materiais devido a essa configuração. São materiais que permanecem bastante unidos, basicamente o madeirame particulado, cortado em lâminas e unidos. E aí a gente encontra a dificuldade da água ir penetrando nesses materiais para a gente efetuar a extinção de forma mais rápida", explicou.>
Além disso, o tenente afirmou que, pela dimensão do incêndio e dificuldade de controlar as chamas, as equipes foram se revezando para evitar que algum bombeiro precisasse de atendimento e afetasse o trabalho de combate. A causa do incêndio ainda não foi determinada e só será após a realização de laudo pericial.>
Procurada, a Defesa Civil da Serra informou que foi autorizada a instalação de um gerador externo para atender ao datacenter que funciona no local, uma vez que trata-se de banco de dados para hospitais. Os funcionários desse datacenter estão trabalhando remotamente, pois o lugar foi evacuado. >
Já a Secretaria da Saúde informou que o Datacenter, localizado no prédio onde ocorreu o incêndio, não atende nenhum hospital da rede estadual.>
A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) informou que desde o início do incêndio prestou apoio ao Corpo de Bombeiros no combate ao fogo. Disse que foi dado à equipe de bombeiros uma estação de água do bairro Jardim Limoeiro e foram fornecidos 60 mil litros de água. Nesta manhã, dois carros-pipa da Cesan deram continuidade aos trabalhos. Sobre o hidrante, técnicos da Cesan fizeram um teste no local na manhã desta quarta (4) e disseram que havia água com pressão e volume satisfatórios.>
Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta>
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