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Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 15:39
A Fórmula Enteral Pediátrica (P1), usada na alimentação de crianças por meio de sonda, está em falta nas Farmácias Cidadãs do Espírito Santo desde o fim de janeiro. Segundo a Gerência de Assistência Farmacêutica (Geaf), o produto é fornecido atualmente a 287 pacientes no Estado e, até o momento, não há prazo para que o abastecimento seja normalizado. >
Mãe de um menino de sete anos com paralisia cerebral, a moradora de Rio Marinho, em Vila Velha, Júlia Pereira dos Santos Francisco, relata dificuldades causadas pelo desabastecimento.>
“Eu pego o leite para ele desde os três anos, quando fez a gastrostomia. Ele só se alimenta pela sonda e normalmente vem certinho, mas agora a Farmácia Cidadã não tem o leite e nem dá previsão. Mando mensagem todo dia e não adianta. Já fiz reclamação e não sei mais o que fazer. Ganhei seis latas, mas, quando acabar, vou ter que dar um jeito de comprar”, disse.>
Ela afirma ainda que problemas para retirada de medicamentos de alto custo também são frequentes.>
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Situação semelhante é vivida por Karoline Vidigal de Oliveira, cujo filho também tem paralisia cerebral e se alimenta exclusivamente por gastrostomia desde os 14 dias de vida.>
“Já passamos por isso antes, de faltar o leite dele, mas faz um tempinho. Da última vez, demorou até normalizar. E agora estamos vivendo isso de novo. As latas que tenho aqui logo acabam. Minha esperança é alguém doar, porque às vezes acontece. Se não, não sei bem o que fazer. Talvez abrir uma vaquinha na internet, pedir ajuda mesmo”, relatou.>
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, em nota, que tem tomado medidas para solucionar a situação, considerada temporária. Na terça-feira (10), a pasta afirmou que o desabastecimento ocorre devido a entraves no processo de aquisição da fórmula, sem detalhar quais seriam.>
Enquanto o fornecimento não é regularizado, a Sesa orienta que os responsáveis procurem os médicos ou nutricionistas que prescreveram as dietas para avaliar alternativas, como uma dieta artesanal (caseira), para atender momentaneamente os pacientes.>
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