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Fim da pandemia: Covid-19 vai se tornar endemia em 2022

Mesmo quando for decretado o término do quadro pandêmico, especialistas apontam que a população vai continuar a conviver com o coronavírus, que não vai sair de circulação

Coronavírus
Mesmo na endemia, cuidados deverão ser mantidos pela população para prevenir o contágio pelo coronavírus. Crédito: Pixabay

Com o avanço da vacinação e a melhoria de indicadores relacionados à Covid-19, a expectativa é que esteja próximo o momento em que será decretado o fim da pandemia. No entanto, isso não significa que é também o fim do Sars-Cov-2 (coronavírus), mas, sim, uma mudança de nível epidemiológico. Segundo especialistas, em 2022, a Covid-19 deve passar para o status de endemia.

Cientistas e epidemiologistas já olham para o futuro e enxergam como será a saída do cenário pandêmico. A previsão é que os primeiros países a deixarem a pandemia serão aqueles com as maiores taxas da combinação entre o percentual de população vacinada e de imunidade natural entre pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus.

O médico infectologista Lauro Ferreira Pinto aponta que a Covid-19 deve se tornar endêmica, mas continuará exigindo cuidado das autoridades de saúde.

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“Uma melhor aposta agora é que esse vírus vai ficar endêmico e circulando. Provavelmente, terá muito menos estrago por conta do grau de pessoas imunizadas ou já expostas. Mas ele ainda exigirá da autoridade sanitária e do serviço de saúde alguns cuidados na prevenção”, afirma.

QUAL É A DIFERENÇA?

É considerada endemia a presença de uma doença numa determinada comunidade sem ser de forma explosiva, como é o caso da dengue no país. “Ela é endêmica no Espírito Santo e no Brasil. De vez em quando, há surtos; a dengue tem uma frequência mais ou menos estabelecida”, explica o infectologista Carlos Urbano.

Além da endemia, há outra classificação: a epidemia. Neste caso, a doença ultrapassa os níveis comuns e chega a ter um grande aumento no número de casos em curto período de tempo.

Quando essa situação avança, passa a envolver vários países e se espalha pelo mundo, ela se torna uma pandemia. Foi o que aconteceu com a Covid-19, sobre a qual a declaração do nível epidemiológico foi feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em março de 2020. 

A vantagem de uma endemia sobre uma pandemia é o controle sobre a propagação da doença. Na situação atual da pandemia de Covid-19, a principal aliada na transição de um nível pandêmico para uma endemia é a vacinação. Além de diminuir a gravidade da doença, os imunizantes também ajudam a impedir a criação de novas variantes.

Carlos Urbano

Médico infectologista

"A melhor maneira de evitar as mutações do coronavírus é vacinando em larga escala toda a população. Com menos casos, menor é a chance de o vírus se multiplicar. Se ele se multiplica menos, ele vai ter menos mutações"

Para os especialistas, o Sars-Cov-2 continuará sofrendo mutações mesmo com a Covid-19 sendo considerada uma doença endêmica. De acordo com Lauro Ferreira Pinto, essas mutações podem atrapalhar o processo de fim da pandemia, no entanto, o médico infectologista não espera mais nenhuma catástrofe como foram as duas grandes ondas de coronavírus no Brasil.

CONVIVÊNCIA

Os brasileiros terão que lidar com a Covid-19 como uma doença endêmica, assim como convivem com a dengue e a malária, por exemplo. Diferentemente dessas duas doenças, a enfermidade causada pelo coronavírus é transmitida pelo ar e se aproxima da gripe, causada pelo vírus influenza.

No Espírito Santo,  o enfrentamento à Covid-19 continuará em 2022, quando a doença deve se tornar endêmica também na visão do secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes. Para ele, a vacinação é fundamental para combater o coronavírus.

“Nós sabemos que, com as vacinas disponíveis, é possível reduzir mortalidade, internações e, a curto prazo, a circulação do vírus. Por isso, a vacinação de reforço para 2022 é uma certeza”, afirmou Nésio, que ainda diz esperar estudos e pesquisas para saber sobre a vacinação permanente contra a Covid-19 nos próximos anos.

Nesta terça-feira (16), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo vai expandir o atendimento da população com uma dose adicional para todas as pessoas com mais de 18 anos. 

A aplicação será para quem tomou a D2 há mais de cinco meses. O Brasil tem 125,5 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19, ou 58,87% da população. O Ministério da Saúde disse que há preferência pela vacina da Pfizer, mas também podem ser usados os imunizantes da Janssen ou da Astrazeneca. Deve-se privilegiar ainda, segundo a pasta, a imunização heteróloga, feita com um imunizante diferente do que foi aplicado nas primeiras doses.

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