Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Mudança de nível

Fim da pandemia: Covid-19 vai se tornar endemia em 2022

Mesmo quando for decretado o término do quadro pandêmico, especialistas apontam que a população vai continuar a conviver com o coronavírus, que não vai sair de circulação

Publicado em 16 de Novembro de 2021 às 20:14

Emanuel Vargas da Silva

Publicado em 

16 nov 2021 às 20:14
Coronavírus
Mesmo na endemia, cuidados deverão ser mantidos pela população para prevenir o contágio pelo coronavírus Crédito: Pixabay
Com o avanço da vacinação e a melhoria de indicadores relacionados à Covid-19, a expectativa é que esteja próximo o momento em que será decretado o fim da pandemia. No entanto, isso não significa que é também o fim do Sars-Cov-2 (coronavírus), mas, sim, uma mudança de nível epidemiológico. Segundo especialistas, em 2022, a Covid-19 deve passar para o status de endemia.
Cientistas e epidemiologistas já olham para o futuro e enxergam como será a saída do cenário pandêmico. A previsão é que os primeiros países a deixarem a pandemia serão aqueles com as maiores taxas da combinação entre o percentual de população vacinada e de imunidade natural entre pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus.
O médico infectologista Lauro Ferreira Pinto aponta que a Covid-19 deve se tornar endêmica, mas continuará exigindo cuidado das autoridades de saúde.
“Uma melhor aposta agora é que esse vírus vai ficar endêmico e circulando. Provavelmente, terá muito menos estrago por conta do grau de pessoas imunizadas ou já expostas. Mas ele ainda exigirá da autoridade sanitária e do serviço de saúde alguns cuidados na prevenção”, afirma.
QUAL É A DIFERENÇA?
É considerada endemia a presença de uma doença numa determinada comunidade sem ser de forma explosiva, como é o caso da dengue no país. “Ela é endêmica no Espírito Santo e no Brasil. De vez em quando, há surtos; a dengue tem uma frequência mais ou menos estabelecida”, explica o infectologista Carlos Urbano.
Além da endemia, há outra classificação: a epidemia. Neste caso, a doença ultrapassa os níveis comuns e chega a ter um grande aumento no número de casos em curto período de tempo.
Quando essa situação avança, passa a envolver vários países e se espalha pelo mundo, ela se torna uma pandemia. Foi o que aconteceu com a Covid-19, sobre a qual a declaração do nível epidemiológico foi feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em março de 2020. 
A vantagem de uma endemia sobre uma pandemia é o controle sobre a propagação da doença. Na situação atual da pandemia de Covid-19, a principal aliada na transição de um nível pandêmico para uma endemia é a vacinação. Além de diminuir a gravidade da doença, os imunizantes também ajudam a impedir a criação de novas variantes.
"A melhor maneira de evitar as mutações do coronavírus é vacinando em larga escala toda a população. Com menos casos, menor é a chance de o vírus se multiplicar. Se ele se multiplica menos, ele vai ter menos mutações"
Carlos Urbano - Médico infectologista
Para os especialistas, o Sars-Cov-2 continuará sofrendo mutações mesmo com a Covid-19 sendo considerada uma doença endêmica. De acordo com Lauro Ferreira Pinto, essas mutações podem atrapalhar o processo de fim da pandemia, no entanto, o médico infectologista não espera mais nenhuma catástrofe como foram as duas grandes ondas de coronavírus no Brasil.

CONVIVÊNCIA

Os brasileiros terão que lidar com a Covid-19 como uma doença endêmica, assim como convivem com a dengue e a malária, por exemplo. Diferentemente dessas duas doenças, a enfermidade causada pelo coronavírus é transmitida pelo ar e se aproxima da gripe, causada pelo vírus influenza.
No Espírito Santo,  o enfrentamento à Covid-19 continuará em 2022, quando a doença deve se tornar endêmica também na visão do secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes. Para ele, a vacinação é fundamental para combater o coronavírus.
“Nós sabemos que, com as vacinas disponíveis, é possível reduzir mortalidade, internações e, a curto prazo, a circulação do vírus. Por isso, a vacinação de reforço para 2022 é uma certeza”, afirmou Nésio, que ainda diz esperar estudos e pesquisas para saber sobre a vacinação permanente contra a Covid-19 nos próximos anos.
Nesta terça-feira (16), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo vai expandir o atendimento da população com uma dose adicional para todas as pessoas com mais de 18 anos. 
A aplicação será para quem tomou a D2 há mais de cinco meses. O Brasil tem 125,5 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19, ou 58,87% da população. O Ministério da Saúde disse que há preferência pela vacina da Pfizer, mas também podem ser usados os imunizantes da Janssen ou da Astrazeneca. Deve-se privilegiar ainda, segundo a pasta, a imunização heteróloga, feita com um imunizante diferente do que foi aplicado nas primeiras doses.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Dona Diva virou símbolo de cuidado com os mais vulneráveis em Colatina
Morre aos 94 anos Diva Guerra, fundadora do Lar Irmã Sheilla, em Colatina
Senador Jaques Wagner
Jaques Wagner nega irregularidades e diz que relação com Vorcaro é praticamente zero
Imagem de destaque
4 receitas leves e saudáveis com lentilha para um jantar proteico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados