Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Saíra-apunhalada

Filhotes de ave rara que existe apenas no ES nascem em Vargem Alta

Pesquisadores do pássaro comemoram a descoberta de um ninho com três filhotes do pássaro. Com o nascimento, o número de exemplares da espécie subiu para 15

Publicado em 04 de Outubro de 2021 às 17:31

Beatriz Caliman

Publicado em 

04 out 2021 às 17:31
Saíra-apunhaladaé  uma ave rara no mundo
Saíra-apunhalada é ave rara no mundo e existe somente no ES, onde conta, agora, com 15 exemplares Crédito: Divulgação | Instituto Marcos Daniel
Pesquisadores da saíra-apunhalada — ave rara no mundo que existe apenas no Espírito Santo — comemoram uma descoberta recente. Eles encontraram, nas últimas semanas, um ninho com três filhotes do pássaro no interior de Vargem Alta, na Região Serrana do Estado. Com o nascimento, o número de exemplares da espécie subiu para 15.
Desde janeiro do ano passado o monitoramento da ave é feito pelo Instituto Marcos Daniel, responsável pelo Programa de Conservação do Saíra-Apunhalada. Diariamente, os pesquisadores vão a campo para a observação de uma das aves e, para acompanhar cada etapa do desenvolvimento dos novos filhotes, um andaime foi montado no meio da mata, de frente para o ninho.
“A saíra-apunhalada foi descoberta em 1870. A partir daí, os relatos dela sempre foram muito raros. Ela foi redescoberta em 1998, pois até então era considera extinta na natureza”, disse o coordenador geral projeto, Marcelo Renan Santos.
As espécies que os especialistas monitoram ficam em Santa Teresa e entre Vargem Alta e Castelo. O estudante de Biologia Thieres Delaprani Fiorotti conta que chega ao posto de monitoramento às 5h30 e sai às 17h30. “Montamos essa plataforma para pegar o máximo de informações e dados, vídeos, fotos e áudios para estudo dos especialistas”, revelou o profissional em entrevista ao repórter Gustavo Ribeiro, da TV Gazeta Sul.
Na última sexta-feira (1º), os filhotes foram atacados por um tucano e saíram do ninho, mas felizmente conseguiram sair ilesos do ataque. Além de tentar protegê-los dos predadores animais, o instituto adquire áreas para manter a espécie salva. Um dos motivos dessa ave ser tão rara é o habitat. O animal exige área de Mata Atlântica fechada, que esteja localizada mais de 800 metros acima do nível mar.
“Dentro dessa estratégia, tem a proteção onde a ave vive. Então, uma de nossas estratégias é a aquisição de área para proteção. Conseguimos adquirir uma área que é 20% do território que a espécie ocupa no Espírito Santo”, contou Marcelo Renan Santos.
Para quem está ajudando na sobrevivência da espécie, fica o sentimento de gratidão. “Eu não tenho palavras, o bicho é endêmico daqui, tem toda uma história por trás e vemos o esforço é algo indescritível”, disse o futuro biólogo Thieres Delaprani Fiorotti.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Duas pessoas são presas com carro que havia sido roubado no Sul do ES
Imagem BBC Brasil
As mudanças climáticas vão nos encolher?
Laura garantiu a classificação do Prospê para a segunda fase do Brasileirão Feminino Série A3 com gol olímpico
Prosperidade vence Atlético-BA e garante vaga com gol olímpico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados