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Campanha por doações

Fila de espera por transplante de órgãos tem mais de 1.300 pessoas no ES

A fila mais longa é para os que dependem de um rim: 993 pessoas. Uma única pessoa pode salvar até oito vidas que dependem de um transplante, segundo Maria Machado, coordenadora da Central Estadual de Transplante do Espírito Santo

Publicado em 09 de Setembro de 2020 às 09:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 set 2020 às 09:01
Maria Machado, coordenadora da Central Estadual de Transplante do ES
Maria Machado, coordenadora da Central Estadual de Transplante do ES Crédito: Reprodução / TV Gazeta
Fila de espera por transplante de órgãos tem mais de 1.300 pessoas no ES
No mês da campanha "Setembro Verde" – lançada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para conscientizar e estimular a população sobre a importância de ser um doador de órgãos – o Espírito Santo tem 1.333 pessoas que aguardam na fila para receber um órgão. São capixabas à espera da doação para realizar um transplante que pode garantir a eles uma nova vida. A fila mais longa é para os que dependem de um rim: 993 pessoas. Mas ainda há quem espere pelas córneas (316), por um fígado (26) e por um coração (4).
Este ano, por conta da pandemia de Covid-19, o número de transplantes realizados foi menor que no ano passado. De janeiro a agosto de 2020 foram 160 transplantes, enquanto no mesmo período de 2019 foram 295. 
"Como todas as áreas da saúde, o transplante teve um impacto muito grande por conta da pandemia de Covid-19. Os doadores que estão contaminados com Covid não têm indicação para doar. Houve uma queda muito grande no número de doadores, acompanhado também da negativa familiar", afirma Maria Machado, coordenadora da Central Estadual de Transplante do Espírito Santo.

AVISE A SUA FAMÍLIA!

No entanto, de acordo com a coordenadora, o número de famílias capixabas que se recusam a fazer a doação de órgãos ainda é muito alto. Desde 2018, a taxa de recusa do Espírito Santo é de 56%. 
"O Espírito Santo mantém uma média de 56% de recusa familiar, é uma média muito alta. No Brasil a média é de 30%. As famílias, muitas delas, não sabem do desejo do doador, em vida não conversaram sobre a morte. Outras querem o corpo íntegro para o sepultamento e outras simplesmente não aceitam o processo de doação, porque não entendem o processo", comenta Maria.
Uma única pessoa pode salvar até oito vidas que dependem de um transplante. Por isso é fundamental comunicar aos familiares, ainda em via, o desejo de doar órgãos. 
"A gente observa que essa fila tem crescido cada vez mais, principalmente para transplante de rim. E um doador pode salvar até 8 pessoas. No Espírito Santo a certeza é de que pelo menos seis pessoas podem ser salvas", concluiu.
Com informações da TV Gazeta

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