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Estado vai definir lista de cidades-polo para vacinar grávidas com a Pfizer

Segundo a Secretária de Saúde (Sesa), a lista deve ser fechada na manhã desta sexta-feira (14)

Vacina da Pfizer é a primeira a obter registro definitivo no Brasil
Vacina da Pfizer é a primeira a obter registro definitivo no Brasil. Crédito: Pfizer Brasil

Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) vai definir na manhã desta sexta-feira (14) quais cidades vão receber as doses do imunizante da Pfizer para vacinar grávidas, com e sem comorbidades, e puérperas (mulheres em até 45 dias de pós-parto). O lote utilizado será o que chegou na última segunda-feira (10), com 23,4 mil doses. 

A decisão de utilizar esse lote foi tomada depois que a Anvisa suspendeu o uso das vacinas da AstraZeneca para esse público. Agora, a Sesa vai organizar  a entrega das vacinas para esse grupo de acordo com as cidades polos de macrorregiões, de Norte a Sul do Espírito Santo

A distribuição das doses entre as gestantes ficará sob a responsabilidade da gestão municipal, como data de agendamento e locais de aplicação. Os municípios mais próximos da Rede Estadual de Frios, em Bento Ferreira, Vitória, onde as vacinas são armazenadas poderão ir buscar a parcela de imunizantes assim que a lista for decidida para que organizam as aplicações.  

ANVISA

Na noite de segunda-feira (10), a Anvisa emitiu nota recomendando a suspensão imediata do uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Astrazeneca em parceria com a Universidade de Oxford em gestantes. No Brasil, o imunizante é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

De acordo com a agência reguladora, a orientação é resultado do monitoramento de efeitos adversos da vacina. "A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)", diz a nota enviada à imprensa. A atual bula do imunizante não recomenda a aplicação em grávidas sem orientação médica individual.

De acordo com a agência reguladora, a orientação é resultado do monitoramento de efeitos adversos da vacina. "A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)", diz a nota enviada à imprensa. A atual bula do imunizante não recomenda a aplicação em grávidas sem orientação médica individual.

Mulheres gravidas devem ser afastadas do ambiente corporativo
Grávidas e puérperas receberão as doses do último lote da Pfizer que chegou ao ES. Crédito: Pixabay

PRIMEIRA DOSE ASTRAZENECA

E as grávidas que tomaram a primeira dose da Astrazeneca? O  subsecretário de Estado da Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, respondeu que não há registro de que o medicamento suspenso tenha provocado alguma reação adversa ao longo da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado. Ele concedeu entrevista à rádio CBN Vitória (92,5 FM) na tarde desta terça-feira (11).

"A recomendação para qualquer vacina é que sempre se observe o aparecimento de alguma reação mais importante. Tem recomendação de como proceder que é aplicação de gelo no local da injeção, os cuidados gerais para quem toma a vacina. Isso se recomenda na hora que a vacina é aplicada", explicou o subsecretário.

Questionado sobre o que seriam os "eventos importantes", Reblin detalhou que "são eventos mais complexos como uma queda do estado geral, reações sistêmicas como algum tipo de paralisa de algum membro superior ou inferior, edemas na parte inferior como as pernas, endurecimento de regiões da batata da perna", detalhou.

Se constatar alguns desses sintomas, a gestante deve procurar o médico de referência ou unidade de saúde mais próxima de casa. "Na Sesa temos uma equipe composta por vários profissionais que investigam relatos dessa natureza. Felizmente, não existe, nesse momento, eventos com significado grave com relação à vacinação", afirmou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Luiz Carlos Reblin, disse que o governo do Estado aguarda orientação do Ministério da Saúde quanto ao resultado das análises que vão atestar se a vacina provocou ou não alguma reação adversa, evento que motivou a suspensão de aplicação das doses em gestantes.

"Em relação à expectativa futura, como são três meses de intervalo, quem tomou a primeira dose vai tomar a segunda dose três meses depois. Até lá nós teremos tempo suficiente para que o Ministério da Saúde e a Anvisa nos informem se de fato ocorreu algum evento que tenha relação com a vacinação ou não. Se a vacina não interferiu em nenhuma condição, imediatamente retoma a vacinação. Se ela tiver alguma implicância, a alternativa que deverá ser produzida, o Ministério da Saúde vai nos indicar", disse.

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