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ES supera número de 500 profissionais da saúde com coronavírus

São 507 registros até este domingo (26). Quantidade de casos teve um salto de 201 ocorrências em dois dias e já representa quase 28% do total de pessoas com a nova doença no Estado

Publicado em 26 de Abril de 2020 às 18:26

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 abr 2020 às 18:26
Coronavírus - Covid19
Coronavírus - Covid19 Crédito: Pete Linforth/Pixabay
A infecção do novo coronavírus tem avançado rapidamente entre uma categoria essencial neste momento de combate à nova doença. O Estado já tem 507 profissionais da saúde infectados pelo vírus, segundo o Painel Covid-19, da Secretaria de Estado de Saúde. O número equivale a quase 28% das 1.819 pessoas com o contágio confirmado.
Em dois dias, o número de médicos, enfermeiros, assistentes e auxiliares de enfermagem, além de outros funcionários que atuam no setor, cresceu 34,31%. Foram 201 novos registros em comparação com a última sexta-feira (24), quando eram 306 ocorrências.
Vila Velha apresenta o maior número de registros, com 141 casos. Vitória vem em seguida com 130 trabalhadores entre os diagnosticados. Depois aparece a Serra com 128 infecções.
De acordo com o painel, 378 profissionais, entre os 507 infectados, são mulheres. A maioria tem entre 20 e 39 anos (304). A segunda faixa de idade mais atingida é de 40 a 49 anos (126). Em seguida aparece o grupo de 50 a 59 anos (65). Dez profissionais têm entre 60 e 69 anos e um tem 89 anos.
Dos casos confirmados, 505 passaram por exames laboratoriais para ter a doença diagnosticada. Já outros dois passaram por análise clínico-epidemiológica. O boletim ainda mostra que 89 deles têm comorbidades, como doenças cardiológicas (42), diabetes (19), obesidade (7), problema pulmonar (15), tabagismo (5) e renal (1).

ENTIDADE PEDE MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO

Para o presidente do Sindicato dos Médicos, Otto Baptista, o que tem contribuído para o número de profissionais da saúde infectados crescer é o fato de que eles estão na linha de frente do contágio. A preocupação é que eles acabam levando o vírus de dentro do hospital para fora, como para suas famílias,  por exemplo.
"É nesse momento que percebemos a contaminação domiciliar. Fica o questionamento de onde estão os profissionais afastados. Estão em quarentena? Internados? Esse número já mostra um colapso.  O número mostra também realidade do excesso de trabalho dos profissionais, que não estão tendo rodízio nas escalas. Fica a minha reivindicação: a responsabilidade do Estado em dar melhores condições de trabalhos, como os equipamentos de proteção individual, que já falta em alguns hospitais", afirmou.

ESTADO DIZ QUE NÃO FALTAM EQUIPAMENTOS

Indagado sobre os números de profissionais infectados, a Secretaria de Estado da Saúde respondeu, por meio do subsecretário de Regulação e de Organização da Atenção à Saude, Gleikson Barbosa, que os trabalhadores têm qualificação para se protegerem. Porém, ele afirmou que, mesmo com treinamento e disponibilização de equipamentos de proteção individual para todos, os médicos , enfermeiros, auxiliares e outros integrantes as unidades de saúde continuam na linha de risco pelo contato direto com infectados. 
"Todas as unidades têm os equipamentos necessários disponíveis e a escala continua sendo a mesma de sempre. Mas, infelizmente, os profissionais da saúde são porta de entrada do vírus. É um risco", comentou. 

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