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Combate à Covid

ES deve receber até março vacinas para todos os trabalhadores da Saúde

Nésio Fernandes pontuou, no entanto, que estão incluídos nesse grupo somente os profissionais ativos, que estejam atuando em serviços da Saúde

Publicado em 12 de Fevereiro de 2021 às 13:08

Publicado em 

12 fev 2021 às 13:08
O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em coletiva nesta sexta (10)
O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em coletiva nesta sexta (12) Crédito: Reprodução
O subsecretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que o Espírito Santo espera receber entre o final de fevereiro e início de março doses suficientes para imunizar todos os trabalhadores da Saúde contra a Covid-19. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (12). A expectativa é que mais dois novos lotes de vacinas sejam enviados ao Estado pelo governo federal ainda em fevereiro, após o carnaval.
"Até final de fevereiro e início de março, acreditamos que vamos receber doses suficiente para vacinar todos os trabalhadores da Saúde. Ainda não recebemos todas as doses para idosos e trabalhadores da Saúde" , destacou Reblin
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, também participou da coletiva. Ele pontuou, no entanto, que estão incluídos nesse grupo somente os trabalhadores ativos, que estejam atuando em serviços da Saúde. "Os profissionais da Saúde, ainda que tenham o registro dos seus respectivos conselhos, mas que não atuam na área da Saúde, em atividades consideradas serviço de saúde, não estão contemplados neste momento na vacinação" , explicou Nésio.
Nésio acrescentou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vai publicar uma nova resolução detalhando mais quais  documentos que precisam ser apresentados no momento da vacinação desses profissionais e também dos estudantes da área de Saúde.
Essa providência foi solicitada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) na última quarta-feira (10). O órgão notificou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para alterar a resolução que especifica a documentação necessária para comprovação da área de atuação. 
Durante a coletiva, o secretário criticou a falta de organização na distribuição das doses das vacinas, que é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Ele frisou o quanto isso tem atrapalhado a aplicação dos imunizantes nos estados.
"Os estados são informados horas antes do embarque de doses da vacina. Não é possível ter uma programação clara, pública e organizada como sempre ocorreu, dessa forma como as vacinas contra a Covid estão sendo distribuídas. Entendemos que o Sistema Único de Saúde (SUS) é capaz de acelerar todo o processo de imunização da população brasileira, mas precisamos de mais doses. Precisamos de mais vacinas. Nos incomoda, nos deixa ansiosos a perspectiva de que acabem as doses em diversos municípios, tendo toda uma capacidade de vigilância e imunização instalada e com o Brasil convivendo com o anúncio de mais de mil mortes por Covid por dia. Temos pressa na imunização do povo brasileiro", destacou Nésio.

TAXA DE TRANSMISSÃO

Há pelo menos seis semanas a taxa de transmissão do novo coronavírus na Grande Vitória tem se mantido abaixo de 1. Esta estabilidade, em uma região onde vive quase a metade da população do Estado, já está repercutindo na taxa estadual.
Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), avalia que com quatro semanas se mantendo abaixo de 1, já se tem a estabilidade do indicador. “Com seis semanas abaixo de 1 demonstra que temos uma redução na velocidade de transmissão da Covid. O que é importante porque esta região tem o maior peso populacional e influencia diretamente na taxa do Estado”, explica.

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