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Entenda como é feita a distribuição de vacinas contra a Covid-19 no ES

Até o mês passado, havia um peso maior atribuído aos grupos prioritários; agora, a remessa das doses leva em consideração a faixa etária da população

Publicado em 19/07/2021 às 16h02
ES recebe doses de vacina contra a Covid-19
O Ministério da Saúde distribui as vacinas conforme a população do Estado e o mesmo critério é replicado nos municípios. Crédito: Ministério da Saúde

A distribuição das vacinas contra a Covid-19 no Espírito Santo tem como parâmetro a população de cada município. Até o mês passado,  havia um peso maior atribuído aos grupos prioritários, mas, no momento, a remessa das doses leva em consideração especialmente a faixa etária dos moradores. 

Essa organização foi pontuada em coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (19). O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, disse que o critério básico de distribuição é populacional, a partir de projeção feita pelo Ministério da Saúde com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "É repassada uma proporção de doses por habitantes e replicamos para cidades do Espírito Santo."

Contudo, explicou Reblin, até meados de junho havia outro critério predominante: o dos grupos prioritários.  

"Se o município tinha muito trabalhador de saúde, idosos em asilos, concentração alta do pessoal da educação, força de segurança e muitos outros grupos trabalhados até aquele período, sempre recebeu doses proporcionalmente a essa população. Mas essa interferência dos grupos prioritários reduziu bastante. Agora, há muito mais influência pela sua própria população e grupos etários. É um movimento natural, não só da Covid, mas também de outras vacinas."

Reblin afirmou, ainda, que essa situação vai sendo ajustada à medida que se amplia a cobertura vacinal, evoluindo mais pelo critério populacional de cada cidade. 

Informado sobre uma queixa do município de Vitória sobre remessa menor de doses para a D1 (primeira aplicação), o secretário Nésio Fernandes foi quem se manifestou sobre o assunto na coletiva. 

Ele esclareceu que o lote de vacinas que chegou ao Espírito Santo na última semana foi exclusivo de D2 (segunda dose).  "O que ocorreu com Vitória ocorreu com todos os municípios capixabas. Não houve decisão do governo do Estado que tivesse impedido a chegada de doses da D1 a Vitória ou outro município", assegurou Nésio Fernandes, acrescentando que a polêmica em torno da Capital era o tema já explicado por Reblin sobre a distribuição dos imunizantes.

O secretário contou, ainda, que está em conversa com a Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes) para tratar sobre o princípio de equidade na distribuição das doses. Ele observou que algumas cidades, devido a seu recorte populacional, conseguiram avançar a cobertura para faixa etária de 20-30 anos, enquanto outras ainda permaneciam no grupo dos 45-49 anos. 

"De modo que o reequilíbrio das doses foi aplicado, permitindo que todos os municípios desçam (as faixas etárias) de maneira igualitária no avanço da vacinação de toda a população capixaba", concluiu Nésio Fernandes. 

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