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Polícia Civil do ES terá central de teleflagrante até o final do ano

A central contará com equipe para colher depoimento do detido, testemunhas e policiais, além de realizar a autuação, em caso de flagrante, virtualmente

Jovem de 20 anos com mandado de prisão em aberto por homicídio foi levado para a Delegacia Regional de Vila Velha
Jovem é levado para a Delegacia Regional de Vila Velha. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Uma pessoa detida em Aracruz ou em Guarapari sairá presa da delegacia local direto para o presídio após prestar depoimento e ser autuada em flagrante por escrivães e delegados que estarão na Grande Vitória. Resumidamente, esse é o formato como funcionará a Central de Teleflagrantes, prevista para ser instalada até o final do ano no Espírito Santo

Atualmente, o Estado possui 14 delegacias regionais espalhadas de Norte a Sul, sendo quatro delas na região metropolitana. Elas funcionam 24 horas por dia e têm como objetivo receber apreensões e detenções realizadas pela Polícia Militar, Guardas Municipais e Polícia Rodoviária Federal (PRF). O efetivo total para o funcionamento 24 horas de todos os atuais plantões é de 70 delegados e 90 escrivães.

A ideia seria retirar delegados e escrivães de regionais e realizar o procedimento de forma on-line, com profissionais que não estariam fisicamente na regional. Presencialmente, somente investigadores e agentes da Polícia Civil estariam na delegacia para receber os detidos ou materiais ilícitos das outras forças de segurança.

"Nem sempre chegam muitas demandas a essas regionais. Uma equipe daria conta para atender esse plantão e o de outra delegacia, assim seria possível aumentar a produtividade da Polícia Civil. Com foco em dois binômios:  aumentar as investigações e a eficiência na administração", explica Jordano Bruno Leite, gerente de Operações Técnicas na Subsecretária de Inteligência.

PROJETO-PILOTO

O projeto-piloto da Central de Telefragrantes deve atender às delegacias regionais de Guarapari e Aracruz. Posteriormente, expandirá para São Mateus e Linhares. A Central de Teleflagrante já existe no Paraná e em Minas Gerais, Estados com que a equipe da Sesp teve contato para ver como funciona. 

"O delegado e o escrivão que estavam no plantão presencial da delegacia regional serão colocados no expediente, podendo dar celeridade a investigações. Não podemos negar que é evidente que vai ajudar bastante a resolver o problema de falta de efetivo, já que temos dificuldade de completar escalas de plantão ou ter um delegado para apenas uma delegacia de expediente", pontuou Jordano Bruno. 

Equipamentos como câmeras de vídeo, computadores e microfones já foram comprados e devem chegar ao Estado até agosto. A estrutura física da Central de Teleflagrantes será na área da chefatura de Polícia, localizada na Avenida Reta da Penha. Além da questão técnica, ainda deve ocorrer o treinamento das equipes policiais para lidar com o equipamento na delegacia regional e na central. 

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