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Dois corpos achados são de amigos que sumiram em lancha a caminho do ES

A perícia da Polícia Civil do RJ confirmou que o empresário José Kirst, dono da embarcação, e o pescador Wilson Martins dos Santos, foram reconhecidos por familiares; outros dois corpos precisam de exames para identificação

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 08/02/2021 às 16h18
Atualizado em 08/02/2021 às 20h17
Lancha
Ricardo Kirst e Wilson dos Santos tiveram os corpos reconhecidos por familiares no IML de Macaé, no Rio de Janeiro. Crédito: Arquivo pessoal

Dois dos quatro corpos resgatados pela Marinha do Brasil nos últimos dias na costa do litoral do Rio de Janeiro foram reconhecidos como sendo de tripulantes da embarcação "O Maestro", que naufragou enquanto fazia a rota entre o Rio e Fortaleza, com uma parada programada para reabastecimento, em Vitória.

De acordo com o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica (DGPTC) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo José Kirst, dono da embarcação, e o pescador Wilson Martins dos Santos foram reconhecidos por familiares, que estiveram presentes no Instituto Médico Legal (IML) de Macaé, no Rio, no último final de semana.

Até o momento, quatro corpos foram encontrados e retirados da água, porém dois seguem sem identificação, visto a dificuldade técnica em realizar os procedimentos. Segundo a perícia da Polícia Técnico-Científica Fluminense, "devido às condições desfavoráveis dos outros dois cadáveres, será necessária uma intervenção e tratamento do tecido epidérmico para possibilitar a coleta com qualidade suficiente e, desta forma, confirmar as identidades das vítimas. Todos os familiares já foram comunicados", diz o trecho da nota encaminhada à reportagem pela assessoria.

BUSCAS MANTIDAS

Os primeiros indícios de naufrágio surgiram após os familiares perderem a comunicação com a embarcação no dia 29 de janeiro, três dias após deixarem a capital carioca com destino a Fortaleza. No dia 31, a lancha foi dada como desaparecida e a Marinha iniciou as buscas com um grande contingente de marinheiros. Os trabalhos foram concentrados na área do Farol de São Tomé, em Campos (RJ), ponto onde foi registrada a última comunicação náutica.

Buscas
A lancha "O Masetro" foi comprada por Ricardo há cerca de um ano e seguia em direção a Fortaleza, com 5 tripulantes. Crédito: Divulgação

O primeiro indício de naufrágio foi constatado quando um freezer com características semelhantes ao da embarcação foi encontrado no mar e retirado pela Marinha na última quinta-feira (04), mesma data em que dois corpos também foram localizados.

Dois dias depois, no sábado (06), A Marinha comunicou ter localizado outros dois corpos, possivelmente do barco "O Maestro". Caso seja confirmado que eles também sejam de ocupantes da embarcação, faltaria apenas um corpo a ser localizado.

Nesta segunda-feira (08), o órgão militar salientou, em nota, que as buscas pelo último tripulante prossegue.

"A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN), informa que iniciou, em 31 de janeiro, as buscas pelos cinco ocupantes da embarcação "O Maestro”, imediatamente após tomar conhecimento do seu desaparecimento, no litoral norte do Rio de Janeiro, nas proximidades do Farol de São Tomé.

Buscas
No dia 4 de fevereiro, um freezer semelhante ao do barco "O Maestro" foi encontrado no litoral do Rio. Crédito: Divulgação/Marinha

As buscas permanecem em curso, considerando parâmetros técnicos, as ações de ventos e correntes de deriva. Hoje (08), nono dia consecutivo de operação, participam dos esforços de busca o Navio-Patrulha Oceânico (NApOc) “Amazonas” e a aeronave Esquilo UH-12 da MB", diz o comunicado.

Além do empresário Ricardo e do Pescador Wilson, os demais tripulantes que estavam na embarcação são: Domingos Salvio Ribeiro de Souza, Guilherme Ambrosio de Oliveira Nascimento e José Cláudio de Sousa Vieira. Todos são do Estado do Ceará.

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