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De Mãe para mãe: “Não conseguia engravidar, mas meu milagre nasceu”

Myrella Ferrari ouviu do médico que não poderia gerar uma vida, mas nunca desistiu de ter  fé para realizar o seu sonho: "Nossa Senhora da Penha intercedeu por mim"

Tempo de leitura: 4min
Vitória
Publicado em 23/04/2022 às 01h59
Myrella Nunes Carrijo Ferrari e a filha, Ana Maria
Myrella Ferrari e a filha, Ana Maria: decoração com a imagem de Nossa Senhora e body com estampa da santa em forma de agradecimento. Crédito: Pedro Ferrari/Acervo pessoal

Da decisão de gerar uma vida até o resultado positivo do teste da gravidez, o caminho foi árduo para a pedagoga Myrella Nunes Carrijo Ferrari Rangel, de 37 anos. Na sua rotina, tratamento hormonal, dezenas de consultas médicas e exaustivos exames alternavam-se com orações diárias para que o sonho da maternidade se tornasse real.

E, quando, enfim, ela pôde receber nos braços a pequena Ana Maria na sala de parto após meia década de luta, viu que era hora de agradecer a Nossa Senhora por “interceder pelo maior milagre” que já recebeu. Por isso, a Festa da Penha deste ano é tão especial para esta nova mãe.

Myrella conta não ter sido fácil passar pela peregrinação a laboratórios, clínicas e hospitais. Até diagnóstico de infertilidade ela diz ter recebido. 

"Comecei o tratamento em 2016. Durante um ano, passei por tratamento de indução hormonal. O médico que me atendia falou que era impossível eu engravidar porque meus óvulos não tinham força para crescer. Em uma novena de 2019, quando a imagem de Nossa Senhora da Penha passou por mim, eu senti muito forte que eu deveria pedir o meu bebê a ela. Já havia se passado três anos de tentativas. Troquei de médico e, em maio, meu tratamento começou a fluir. A médica disse que achava que eu tinha uma chance de engravidar", explica Myrella.

As esperanças se reacenderam, mas vieram acompanhadas também de um profundo desgaste emocional e físico. Em meio a todos os preparativos para a fertilização in vitro, foi preciso aplicar 17 injeções para desenvolver os óvulos– o previsto inicialmente eram três. “Em fevereiro de 2020, eu fiz a transferência embrionária, só que não conseguir engravidar. Aí veio a pandemia, entrei em depressão. Só em fevereiro de 2021 que fizemos uma nova transferência. Dois dois embriões colocados, o da Ana Maria vingou. Receber a notícia da gravidez foi a melhor coisa da minha vida”, conta.

A gestação transcorreu tranquila, apesar de um susto da convulsão dias antes do parto. Era chegado o grande momento de trazer a criança ao mundo.

Myrella Ferrari

Pedagoga

"Quando recebi Ana Maria no meu colo, eu só sabia agradecer, rezar e admirar aquele 'serzinho' tão perfeito que Deus havia preparado para gente. Eu e meu marido, Marcelo Tristão Rangel, sabemos tudo que vivemos e sofremos até o nascimento da nossa filha. Estávamos fortalecidos na fé e no amor, só tinha espaço para alegria. Deus nos fez fortes!"

Hoje a bebê tem seis meses, e sua chegada é celebrada com carinhosos “mesversários” para a família. A primeira festinha, aliás, teve uma temática especial, Nossa Senhora da Penha, com direito a bolo das cores do manto da imagem, rosa e azul.

Myrella Ferrari e o marido, Marcelo Rangel, com a filha Ana maria
Myrella Ferrari e o marido, Marcelo Rangel, com a filha Ana Maria, no "mesversário" temático de Nossa Senhora. Crédito: Acervo pessoal

“Eu tenho muita certeza de que ela protegeu a gente. Engravidar numa pandemia não foi fácil. Rezava o tempo todo. No berço, fica um santinho de Nossa Senhora da Penha, onde faço as orações com ela. Ela tem até body de Nossa Senhora. Sou muito grata à nossa Mãe.”

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