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Covid: ES tem queda de casos em pacientes idosos e aumento entre os jovens

Houve um aumento em 21,22% no número de casos entre pessoas com menos de 60 anos e queda de 5,34% no de pacientes idosos. Para a Sesa, dados refletem a maior exposição dos jovens nas ruas – principalmente nos fins de semana e feriados

Publicado em 05/10/2020 às 19h08
Mesmo diante da pandemia, as praias da Grande Vitória ficaram lotadas neste domingo, 27
Praias lotadas durante a pandemia. Crédito: Fernando Madeira

Com a flexibilização das atividades sociais desde setembro – quando o mapa de risco no Espírito Santo passou a mostrar a maioria dos municípios em risco baixo para a contaminação do novo coronavírus – houve também um aumento na exposição e socialização por parte da população. Essa mudança de comportamento, entre outros fatores, podem ter contribuído para um novo cenário da doença no Estado: a queda de casos em pacientes idosos e o aumento de casos entre os mais jovens.

Houve um aumento em 21,22% no número de casos entre pessoas com menos de 60 anos. A informação foi apresentada na tarde desta segunda-feira (5) durante coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que contou com a participação do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e do subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. 

O secretário deu início à coletiva afirmando que o Espírito Santo, de modo geral, vive uma fase de recuperação da pandemia - apresentando uma curva muito bem definida, com estabilidade de casos e queda sustentável de óbitos. Porém, ele afirmou que na Grande Vitória houve um aumento de casos observados por conta da maior exposição das pessoas. Além disso, Nésio citou a mudança no critério de testagens realizadas pela Sesa – que passou a realizar mais testes, incluindo assintomáticos e familiares.  

"Tivemos 5,34% de queda no número de pacientes com mais de 60 anos testando positivo, na avaliação da semana 37 para a semana 39 da pandemia. Também tivemos um aumento em 21,22% de pacientes com menos de 60 anos testando positivo. Esse porcentual aumenta mais se destacarmos a Grande Vitória, com uma queda de 20,6% nos casos de pacientes com mais de 60 anos e de 10% em pacientes com menos 60 anos. Isso reflete em uma mudança no padrão dos casos positivos, que podem ter correspondência com a queda mais lenta no número de pacientes internados e queda sustentada dos óbitos – considerando que Covid-19 tem, sim, uma letalidade reconhecida em pessoas com mais de 60 anos, em especial, com comorbidades", informou. 

CONSEQUÊNCIA DE EXPOSIÇÃO NOS FERIADOS E FINS DE SEMANA

Luiz Carlos Reblin destacou que esses dados refletem a maior exposição do grupo mais jovem nas ruas. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, é provável que o aumento tenha elação com o feriadão de 7 de setembro. Tanto que os locais mais procurados pelos turistas em época de feriado – como Santa Teresa, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá – apresentaram maior número de casos novos após a data.

"É nítido, um consenso público e notório, que o jovem se expõe mais hoje em dia. Com isso, a transmissão demonstra uma diminuição entre as pessoas mais velhas e aumento no número de casos de pessoas mais jovens. Temos visto muitas aglomerações nos finais de semana, principalmente em cidades de praia ou serranas – onde tivemos maior número de caso reconhecidos após o feriado. Mas felizmente já na terceira semana após os feriados já vemos sinais de queda. Agora precisamos aguardar a confirmação porque alguns casos devem ser apresentados apenas nesta semana", explicou.

"RISCO BAIXO AINDA É RISCO", DIZ SUBSECRETÁRIO

Para finalizar, Reblin falou como feriados e fins de semana induzem o aumento de exposição e, consequentemente, o número de novos casos. Ele lembrou sobre a importância de seguir as medidas de distanciamento social, higiene das mãos e uso correto de máscaras, mesmo em municípios de risco baixo.

"É risco baixo, mas ainda é risco. Se desconsideramos e isentarmos isso, não adotando as medidas, o risco aumenta. A tendência das próximas semanas é de que o número continue abaixando a taxa de transmissão, mas a gente precisa continuar se cuidando. São três medidas básicas que não custam nada: distanciamento, máscara e higiene. É só manter essas ações simples para continuarmos vencendo a pandemia", alertou. 

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