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Falta de medicamentos

Covid-19: secretário do ES admite racionamento de remédios para sedação

"Não é falta de programação, é a realidade da indústria", disse o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, que destacou que hospitais públicos têm usado medicamentos de primeira, segunda e terceira linha para intubar pacientes

Publicado em 07 de Abril de 2021 às 12:24

Lais Magesky

Publicado em 

07 abr 2021 às 12:24
Renato Casagrande, Nésio Fernandes e Rogélio Pegoretti realizaram coletiva de imprensa no Palácio Anchieta nesta segunda-feira (1)
Em entrevista à Rádio CBN Vitória nesta quarta-feira (7), Nésio Fernandes negou o colapso pela falta do medicamento, mas afirmou que racionamento dos remédios para sedação no ES é real Crédito: Fernando Madeira
Com o crescimento da pandemia no Espírito Santo e no Brasil, o número crescente de pessoas internadas que precisam ser intubadas por complicações da Covid-19 preocupa. É que, de acordo com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, apesar de não haver um colapso dos medicamentos usados para a sedação, o racionamento do remédio já é real no Estado capixaba.
Durante entrevista à Rádio CBN Vitória (92,5 FM) nesta quarta-feira (7), Nésio afirmou que os hospitais estaduais fazem o uso de medicamentos para intubação de primeira, segunda e até terceira linha. Isso acontece, segundo ele, porque os fornecedores e contratos vigentes não estão entregando as quantidades compradas pelo Espírito Santo, e até pelos hospitais privados.
"Não é falta de programação, é a realidade da indústria. Tenho recebido quase todos os dias o pedido de empréstimo dos hospitais privados. Não temos colapso, a falta é total", relatou. Questionado pela âncora Fernanda Queiroz sobre o que implica o uso de medicamentos de primeira, segunda e terceira linha, Nésio disse que alguns dos remédios têm mais contraindicações do que outros.
"Alguns têm contraindicação para diversas comorbidades. A preferência por outros medicamentos e o uso dos remédios de segunda e terceira linha aumenta o risco de algum tipo de complicação. Medicamentos acabam tendo eficácia de tempo reduzido, no entanto, funcionam para a sedação e para manter o processo de tratamento", explicou o profissional.
Apesar de ter que lidar com tantas dificuldades após mais de um ano inteiro de pandemia, Nésio reforça que esta é uma luta que será resistida até o final. "Precisamos entender que a condução da pandemia pelo governo foi lúcida, de apresentar para a sociedade um risco real. No entanto, não controlamos ameaças externas. Temos uma clareza grande, nosso inimigo é o vírus", completou.

ANÁLISE PARCIAL DA QUARENTENA DEVE SAIR ESTA SEMANA

Ainda nesta sexta-feira (9), os capixabas já devem ter algum retorno sobre o período da quarentena no Espírito Santo. Segundo Nésio, uma análise parcial da efetividade da quarentena deverá ser divulgada.
"Tivemos que fazer a quarentena e ela surtirá efeitos, mas não para aqueles que desrespeitaram. A responsabilidade pela transgressão é do indivíduo e daqueles que estimularam a desobediência civil. Poderemos, a partir de sexta-feira, divulgar resultados parciais daquilo que a gente viveu", completou.

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