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Pesquisa hospitalar no ES

Covid-19: quase metade dos internados em UTIs precisou de ventilação mecânica

Segundo pesquisa  com 1.034 pacientes internados em UTIs entre julho e agosto no Estado, 45,5% deles precisaram de ventilação mecânica por pelo menos sete dias

Publicado em 01 de Setembro de 2020 às 15:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

01 set 2020 às 15:23
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra  Crédito: Reprodução/TV
Quase metade dos pacientes internados com o novo coronavírus Covid-19 nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) no Espírito Santo precisou de ventilação mecânica, ou seja, apresentou condições graves de insuficiência respiratória. Na manhã desta terça-feira (01), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou os indicadores de desempenho da doença no Estado. 
Para esses indicadores, foi realizada uma avaliação com 1.034 pacientes internados na UTI da rede Sesa de 01 de julho até 20 de agosto. De acordo com Carlos Eduardo Reis, médico representante da Epimed Solutions - especializada em soluções para gestão de informações clínicas e epidemiológica, os dados apontaram que 45,5% dos pacientes precisaram de ventilação mecânica por uma duração média de pelo menos sete dias. 
Outro indicador apontado foi que, em geral, os pacientes no Espírito Santo eram mais idosos, com idade média de 63 anos - sendo 48,6% têm 65 anos ou mais. Além disso,  13,2% apresentaram outras fragilidades, como diabetes, hipertensão e doenças pulmonares anteriores.
"Isso reflete no percentual de pacientes com ventilação mecânica. Essa doença é caracterizada por uma síndrome respiratória aguda grave, uma inflamação do sistema respiratório muito relevante, e a melhor forma de avaliar esses pacientes é em função daqueles que utilizam a ventilação mecânica. A diferença no número de pacientes que precisam de ventilação mecânica é muito alta. São pacientes graves por serem mais idosos e são graves pela fragilidade - esse percentual de 13,2% é um número muito alto", afirmou Reis. 

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