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Covid: 1 a cada 4 testados teve resultado positivo no ES, aponta IBGE

Levantamento mostra que 13,2% da população capixaba realizou algum teste de coronavírus. Entre os diagnosticados com a doença, 52,4% eram mulheres

Vitória
Publicado em 24/12/2020 às 16h35
Atualizado em 24/12/2020 às 18h22
Lacen já realizou mais de 120 mil testes da Covid-19
Exame de Covid-19: a maioria no Estado preferiu o teste PCR, do cotonete (SWAN). Crédito: Governo do Estado/Divulgação

Uma a cada quatro pessoas testadas no Espírito Santo, até novembro, teve o resultado positivo para a Covid-19. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE e divulgada nesta sexta-feira (23). Segundo o levantamento, 27,9% das 538 mil pessoas testadas no Estado estavam com o coronavírus, o que corresponde a 3,7% da população do Espírito Santo.

Entre os diagnosticados com a doença, 52,4% eram mulheres; 88,3% tinham menos de 60 anos de idade; 59,4% eram pretos ou pardos e 45,2% tinham ensino médio completo. Dentre as pessoas com alguma das doenças crônicas pesquisadas, 47 mil (5%) testaram positivo para Covid-19.

A respeito do tipo do teste, a Pnad apontou que 251 mil pessoas no Estado fizeram o SWAB (teste do cotonete), sendo que 36,5% testaram positivo. Outros 218 mil fizeram o teste rápido com coleta de sangue através de furo no dedo, e 18,1% tiveram resultado positivo. Há ainda 145 mil que coletaram sangue na veia do braço, sendo que 25% teve diagnóstico de Covid-19 confirmado.

Apenas no mês de novembro, a pesquisa estimou que 137 mil pessoas apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais no Estado, 20 mil pessoas a mais do que em outubro. São considerados os sintomas de febre, tosse, dor de garganta, dificuldade de respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de cheiro ou de sabor, e dor muscular.

Em 19 mil domicílios (1,4% do total de 1,384 milhão de domicílios no Estado), havia pelo menos um morador com sintomas da Covid-19. Em 4 mil domicílios (22,8%), havia a presença de idosos entre os moradores.

DISTANCIAMENTO SOCIAL

De acordo com a pesquisa, entre outubro e novembro, caiu de 142 mil (3,5% da população) para 132 mil (3,2% da população) o número de pessoas que não adotou qualquer medida de restrição em relação ao distanciamento social.

Já o número de pessoas rigorosamente isoladas caiu de 544 mil (13,4%) para 452 mil (11,1%) no mesmo período.

COMORBIDADES

Ainda segundo dados da Pnad, 23,5% da população do Estado tinha alguma doença crônica. Em novembro, havia 958 mil pessoas (23,5% da população total do Estado) com alguma das doenças crônicas pesquisadas, sendo a hipertensão a mais frequente (14,1% da população).

As demais prevalências foram:

  • asma ou bronquite ou enfisema (6,2%); 
  • diabetes (5,3%); 
  • doenças do coração (2,7%); 
  • depressão (2,6%) 
  • câncer (0,9%)

Dentre as pessoas com alguma doença crônica, 47 mil (5,0%) testaram positivo para Covid-19.

ENSINO

A pesquisa mostrou que houve uma retomada pouco expressiva ao ensino presencial, sendo que 15,4% dos estudantes tiveram aulas presenciais normalmente ou parcialmente.

Em novembro, dos 860 mil estudantes de 6 a 29 anos matriculados em escolas e universidades:

  • 4,7% tiveram aulas presenciais normalmente; 
  • 10,7% tiveram aulas presenciais parcialmente; 
  • 61,4% não tiveram aulas presenciais embora o curso fosse presencial ou semipresencial; 
  • 23,2% não tiveram aulas presenciais porque o curso era on-line.

Neste panorama, dentre as 860 mil pessoas de 6 a 29 anos de idade que estavam matriculadas em escola ou universidade, 90,7% tiveram atividades escolares disponibilizadas em novembro. Em outubro, a disponibilização de atividades escolares atingia 89,9% dos estudantes.

NO BRASIL

No país, até novembro, 28,6 milhões de pessoas (13,5% da população) realizaram algum teste para saber se estavam infectadas pelo coronavírus. Entre essas pessoas, 22,7% ou 6,5 milhões testaram positivo em novembro, contra 22,4% (ou 5,7 milhões) em outubro.

Segundo a Pnad, praticamente não houve diferença no percentual de homens e de mulheres que fizeram algum teste, 13,2% e 13,8%, respectivamente. Por grupos de idade, o maior percentual foi entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (18,2%). 

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