Estagiário / [email protected]
Publicado em 10 de novembro de 2021 às 18:12
A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta quarta-feira (10), que identificou mais uma vítima da tragédia causada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em janeiro de 2019. Segundo apuração do G1 MG, trata-se de Uberlândio Antônio da Silva, que era morador da Serra, no Espírito Santo, e trabalhava para uma empresa terceirizada da mineradora. O desastre provocou a morte de 270 pessoas — sete seguem desaparecidas. >
A Polícia Civil mineira informou que não divulgaria o nome da vítima, pois a família havia sido acionada horas antes de a identificação ser comunicada à imprensa. A reportagem de A Gazeta tentou contato com familiares de Uberlândio Antônio da Silva, mas as ligações não foram atendidas. >
Em entrevista coletiva da Polícia Civil de Minas Gerais, uma perita criminal, envolvida no trabalho de identificação, afirmou que a ossada encontrada estava "praticamente inteira". O acionamento da equipe de perícia ocorreu no dia 2 de outubro deste ano, e a identificação da vítima foi feita por exame de DNA. >
"Seguimos um protocolo único. Algumas vítimas tinham documentos, correntinhas, que ajudam a dar um direcionamento. Mas a identificação realmente, ou é feita por um método que identifica a digital ou pela arcada dentária ou pelo DNA", comentou. >
>
Segundo o perito criminal Igor Dornelas, apenas a parte óssea de Uberlândio foi encontrada. São mais de mil dias desde o início das buscas por vítimas após o rompimento da barragem em Brumadinho. >
"O exame de DNA é um exame comparativo. Por isso, temos no laboratório um banco de dados com os familiares de todas as vítimas de Brumadinho. Com um software, a partir de um perfil genético de algum fragmento encontrado, podemos indicar de qual família aquele corpo pertence. Depois desse encontro, fazemos uma confirmação, todo o processo novamente antes de ser liberado. Precisamos confirmar que não houve erro", explicou o perito. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta