Coronavírus: ES tem mais de 1,3 milhão de habitantes no grupo de risco
O Espírito Santo tem mais de 1,3 milhão de capixabas que entram no grupo de risco do novo coronavírus. É estimado que, no Estado, que tem cerca de 4 milhões de habitantes, haja 1,3 milhão de hipertensos; 691 mil diabéticos; 21 mil com doenças do aparelho respiratório e mais de 23 mil com obesidade grave, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). É essa a população que deve se manter ainda mais alerta.
Segundo a infectologista e consultora técnica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Tânia Reuter, os cuidados são essenciais, e se baseiam em pilares importantes, que devem ser cumpridos conforme as recomendações médicas. Ela diz que estas são doenças que têm se mostrado com alto risco de adoecimento e mortalidade durante a pandemia em todo o mundo.
"Tem sido essencial que esses pacientes sigam os cuidados diários, como manter sob controle a doença de base, por meio de práticas básicas e fáceis de serem seguidas pelos pacientes", disse. Veja abaixo os cuidados indicados pela médica:
- Manter uma dieta balanceada, recomendada pelo médico;
- Uso adequado e regular da medicação prescrita;
- Evitar fatores que possam colocar em risco a sua saúde, como compartilhar aglomerações;
- Higienizar as mãos com frequência.
Além dos cuidados como uso de lenços de papel ao espirrar ou tossir e quando, na falta desses, usar a dobra interna do braço, evitando o uso das mãos; e evitar contato das mãos em olhos e boca.
A especialista lembra que a qualquer sinal de sintomas respiratórios, os pacientes de grupos de risco devem procurar assistência de saúde, e que essa população não deve esperar que os sintomas se agravem.
"A qualquer sinal é importante que compareçam à Unidade Básica próximo a residência para atendimento médico e, caso seja suspeito de infecção pelo novo coronavirus, deve ser monitorado pela atenção básica de saúde"
A infectologista também aconselha dizendo que o ideal é que as pessoas levem uma vida bem regrada. "O Estado tem mitigado os riscos por meio do distanciamento social, evitando grande circulação de pessoas e aglomerações, mas precisamos que a população tenha consciência do cuidado com ela mesma", completou Tânia.