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Compra de 440 mil doses de vacina deve custar R$ 22 milhões para o ES

Esse é o valor estimado pela cotação do dólar desta quinta, que fechou a R$ 5,0376. Governo do Estado está em contato com o de São Paulo para adquirir vacina

Vitória
Publicado em 10/12/2020 às 20h29
A Sinovac tem feito progressos significativos no desenvolvimento de uma vacina, chamada de CoronaVac
Cada dose da Coronavac tem o custo definido em dólar; na cotação do dia, o investimento do ES seria superior a R$ 22 milhões. Crédito: Reuters/Folhapress

O Instituto Butantan, do governo de São Paulo, estabeleceu o custo de cada dose da Coronavac a US$10,30, o equivalente a R$ 51,88 na cotação do dólar desta quinta-feira (10), que fechou a R$ 5,0376.  Assim, as 440 mil doses que o Espírito Santo pretende adquirir para vacinar, prioritariamente, os profissionais de saúde e de segurança do Estado contra a Covid-19, têm um custo estimado em R$ 22,83 milhões aos cofres públicos. 

Em coletiva nesta quinta, o presidente do instituto, Dimas Covas, destacou que o valor foi definido a partir dos custos da produção, mais uma parcela para ressarcimento tanto do Butantan quanto da Sinovac, empresa chinesa com direito aos royalties pela transferência da tecnologia no desenvolvimento da vacina. 

Covas disse que esse foi o valor apresentado para o Ministério da Saúde, ainda em setembro, quando fez a proposta de venda de 100 milhões de doses para que fossem incorporados ao Plano Nacional de Imunização (PNI), mas o governo federal ainda não se manifestou se vai fechar o contrato com o instituto para vacinar a população brasileira. O grupo técnico que assessora o ministério divulgou uma nota pública, nesta quarta-feira (10), em que cobra, entre outras medidas, um posicionamento em relação à Coronavac. 

Para os Estados que manifestaram interesse em adquirir diretamente com o governo de São Paulo a vacina, como é o caso do Espírito Santo, Covas afirmou que o valor da dose é o mesmo e que, inclusive, o instituto preparou um planilha em que descreve todos os custos da produção. 

Questionado sobre a possibilidade de acordo para a redução no valor, o governo do Estado, por meio da assessoria, esclareceu que as negociações com São Paulo ainda não foram iniciadas e que, neste momento, foi feita uma consulta sobre a disponibilidade das 440 mil doses.

Em suas redes sociais, o governador Renato Casagrande (PSB) ressaltou que espera que o Ministério da Saúde coordene o plano de imunização no país, mas que  o Estado vai também adotar as medidas necessárias para garantir a vacinação em território capixaba. 

Em nota, o governo do Estado informou que o Espírito Santo participa da mobilização nacional pela garantia de vacina contra a Covid-19 suficiente para imunizar a população brasileira até 2021. No processo de mobilização, foi apresentado pelo governo de São Paulo a possibilidade de disponibilizar vacinas suficientes para que os trabalhadores da saúde e da segurança pública do Espírito Santo fossem imunizados pela vacina produzida pelo Instituto Butantan.

"Nesta quinta-feira (10), foi formalizada uma consulta ao Instituto Butantan sobre a disponibilidade de 440 mil doses de vacinas necessárias para vacinar todos os trabalhadores da saúde e da segurança pública no Estado do Espírito Santo. O Governo do Espírito Santo tomará todas as medidas possíveis para viabilizar vacinas para todos os capixabas", finalizou a nota.

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