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Com leitos de UTI fechados, hospital do Sul do ES tenta importar remédios

Falta de medicamentos usados em UTI reduziu a disponibilidade de leitos no Hospital Evangélico Litoral Sul, em Itapemirim

Publicado em 18/06/2020 às 17h11
Atualizado em 18/06/2020 às 19h02
Hospital Evangélico de Itapemirim
Hospital Evangélico de Itapemirim. Crédito: Divulgação/PMI

Por conta da falta de medicamentos, três leitos para tratamento dos pacientes do novo coronavírus em UTIs precisaram ser bloqueados nesta semana, no Hospital Evangélico Litoral Sul, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Nesta quinta-feira (18), o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci), que administra a unidade do litoral, emitiu uma nota relatando a dificuldade em conseguir determinados medicamentos, como relaxantes musculares e anestésicos. Segundo a unidade, mesmo com pagamento antecipado, a indústria não tem esses remédios para fornecer.

A unidade justifica ainda que a escassez acontece em todo o país, devido à pandemia do novo coronavírus. “O problema é que a procura está sendo maior do que a capacidade de produção da indústria. O Heci ressalta que tem tentado importar tais produtos, mas o processo é lento e burocrático”, informa a administração da unidade.

Nota de Esclarecimento Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim
Nota de Esclarecimento Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Divulgação

SEM VAGAS

No início da semana, dos 20 leitos de UTI exclusivos para os pacientes da Covid-19 no Hospital Evangélico Litoral Sul, em Itapemirim, três haviam sido bloqueados por segurança, por conta da escassez de remédios. Nesta quinta-feira (18), segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os 17 leitos em operação permanecem ocupados.

O chefe do setor de UTI da unidade, o médico Marlus Thompson, disse ontem que se esses remédios não chegarem em breve, a situação pode piorar. “Temos que torcer para que a demanda seja não tão grande nos próximos dias. Se o medicamento não chegar em breve, nas próximas semanas a situação vai ficar muito difícil”, revela.

Outros hospitais de referência para tratamento da doença também estão no limite de suas ocupações no Sul do Estado. Na Santa Casa de Guaçuí, que tem dez leitos de UTI, resta apenas uma vaga. Já na maior estrutura da região, a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, dos 27 leitos, todos estão ocupados.

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