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Cheia do Rio Doce é a maior desde 2013 em Linhares

A atual superou a cheia de 2020, quando o Rio Doce atingiu 5,78 metros. Nesta quinta-feira (13), o nível pode chegar a 5,90 metros, de acordo com a Defesa Civil do município

Tempo de leitura: 2min
Linhares
Publicado em 13/01/2022 às 13h23
Água do Rio Doce também invadiu a ES 248, que liga Linhares a Povoação
Água do Rio Doce também invadiu a ES 248, que liga Linhares ao distrito de Povoação. Crédito: Eduardo Dias/TV Gazeta Norte

Mesmo sem chover em Linhares nos últimos dias, o nível do Rio Doce subiu e atingiu 5,80 metros nesta quinta-feira (13). O índice é o maior desde 2013, segundo informações da Defesa Civil da cidade. Ainda há previsão de chegar a 5,90 metros nas próximas horas. Lembrada como uma das piores enchentes da história do Estado, em dezembro de 2013, a água marcou 6,50 metros na régua.

O aumento do volume de água passando pelas pontes ocorre pela incidência de chuva na cabeceira do Rio Doce, em Minas Gerais. Com os 5,80 metros, a cheia deste ano ultrapassou a registrada em janeiro de 2020, quando o nível chegou a 5,78 metros. A tendência, após chegar aos 5,90 metros, de acordo com a Defesa Civil do município, é que a água comece a diminuir.

No momento, 13 famílias do bairro Olaria, um dos mais afetados, estão no abrigo do ginásio poliesportivo do bairro Conceição. Outras seis estão desalojadas e foram para a casa de parentes e amigos. Há mais pessoas ilhadas em outras localidades do município. As comunidades de Entre Rios e Areal estão isoladas.

Trechos de estradas importantes do município têm alagamento. Um deles está às margens da BR 101, na entrada da fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Lá, a criação de galinhas caipiras, pastagens e as lavouras experimentais de cacau e pimenta-do-reino foram tomadas pela enchente, segundo o instituto.

As pesquisas estão suspensas até a água secar. No local residem 14 famílias, que estão ilhadas. Prédios e casas não foram alagados. Um trator está sendo usado para entrar e sair da fazenda.

Há impacto também em estradas que ligam o Centro da cidade ao interior. Importante conexão com o distrito de Povoação, na região litoral, a rodovia ES 248 foi impactada pela água. Segundo o Departamento de Edificações e Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), o trecho, no km 50,6, ainda não está interditado, mas exige cautela dos motoristas.

O acesso ao distrito de Povoação também está comprometido por outras duas estradas, segundo informações da Defesa Civil do município, onde há interdições. No acesso pela rodovia ES 010 passam apenas veículos de eixo alto. Uma estrada na região de Pontal do Ipiranga que dá acesso à localidade de Brejo Grande é outra que precisou ser interditada.

Em 2013, o governo federal enviou ajuda ao Espírito Santo com o repasse de mais de R$ 6 milhões e a doação de medicamentos e insumos farmacêuticos. Militares e aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), em missão humanitária, atuaram no resgate de famílias ilhadas e no transporte de mantimentos.

*Com informações da TV Gazeta Norte e do G1/ES

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