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Nada mal

Cesta “nada básica”: vídeo de capixaba mostra ajuda recebida nos EUA

Intenção da Tathiana de Lima era informar família e amigos, mas variedade e quantidade de alimentos impressionaram internautas; confira a gravação

Publicado em 03 de Julho de 2020 às 17:53

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jul 2020 às 17:53
"Cesta nada básica" recebida por capixaba foi suficiente para cinco família, incluindo a dela Crédito: Reprodução | Instagram
Arroz, feijão, macarrão, óleo, café... bastariam só mais algumas palavras para descrever item por item da cesta básica brasileira. Porém, no Estados Unidos da América (EUA), a turismóloga capixaba Tathiana Queiroz Gozzi de Lima precisou de três minutos para mostrar todos os alimentos que recebeu.
A quantidade e variedade das comidas impressionam: seis sacos de maçã, uma caixa com vários pés de alface, dois pacotes de arroz e mais dois de feijão, vários quilos de batata frita, duas caixas de cereal, abacaxi em calda, dezenas de pães, frango, latas de refrigerante, garrafinhas de leite – e a lista ainda continuaria com mais dez itens.
Exatamente por esse motivo, o vídeo que ela gravou apenas para a família e os amigos que moram no Brasil acabou sendo repassado, caindo na internet e viralizando. Somente em uma das páginas em que aparece, já são mais de 270 mil compartilhamentos e 73 mil interações.
“A ideia não era postar em lugar algum. Fiz isso para mostrar como as coisas estavam funcionando por aqui, porque tem muita gente preocupada com a nossa situação”, disse Tathiana. “Ontem (quinta-feira, 2), uma amiga me ligou brincando que eu estava famosa. Quando vi que já estava internet, resolvi publicar também”, continuou.

COMO FUNCIONA A CESTA

Recebida no dia 24 de junho, a cesta nada básica é resultado do trabalho conjunto de organizações não governamentais (ONGs) e supermercados e empresários, que fazem as doações dos alimentos. De acordo com a capixaba, as comidas variam, justamente, conforme o que é doado por eles.
"Não existe padronização, é muito diversificado. O que sempre tem são frutas e legumes. Nós já pegamos umas dez cestas desde o início da pandemia. Essa foi a maior. Só repartindo tudo o que recebi dessa vez, consegui ajudar mais quatro famílias"
Tathiana Queiroz Gozzi de Lima - Turismóloga capixaba e estudante no EUA
O tamanho da última cesta só foi percebida por ela ao chegar em casa. “Nós vamos com o carro e os voluntários colocam as comidas no porta-malas, para evitar o contato físico. Tem semana que não tem leite, mas tem ovo. Outra que não tem manteiga, mas tem biscoito. Uma acaba complementando a outra”, explicou.
Ainda segundo Tathiana, quase todos os dias ela recebe aviso de distribuição de alimento, por meio das redes sociais da comunidade brasileira, que é muito forte na cidade de Orlando, na Flórida. “Hoje (sexta-feira, 2) à tarde tem outra. Dessa vez, não vamos, porque estamos bem abastecidos”, revelou.

AJUDA ESSENCIAL

Nascida em Vitória, faz três anos e meio que ela saiu do Espírito Santo para fazer o curso de inglês no exterior. O marido Rodrigo e a mãe Thereza Christina estão morando com ela. Assim como o pequeno Nicolas, filho do casal, que já nasceu no EUA. Por Tathiana ter ido com visto de estudante, eles não podem trabalhar por lá.
A família reunida no Reveillon 2020: Tathiana, Rodrigo (marido), Thereza Christina (mãe) e o pequeno Nicolas, de apenas um ano e três meses
A família reunida no Reveillon 2020: Tathiana, Rodrigo (marido), Thereza Christina (mãe) e o pequeno Nicolas, de apenas um ano e três meses Crédito: Reprodução | Instagram
Para conseguirem se manter, ela continua comandando a agência de viagens que tem em Vitória, enquanto o esposo também gerencia uma empresa de exportação de granito. Porém, durante a pandemia, não só o faturamento dos negócios caíram, como o dólar se valorizou.
"A nossa renda caiu cerca de 70%. Por isso, tivemos necessidade de buscar ajuda para a alimentação. O objetivo era reduzir o nosso custo de vida e ter como pagar contas como aluguel e luz"
Tathiana Queiroz Gozzi de Lima - Turismóloga capixaba e estudante no EUA
Sem saber como o futuro vai se desenhar, a família tenta continuar em Orlando, pelo menos, até o término do curso, previsto para meados de 2021. “Confesso que quando toda essa confusão começou, ficamos preocupados e cogitamos voltar para o Brasil; mas decidimos ficar”, contou Tathiana.
Depois da conclusão, o rumo também é incerto, principalmente por causa do bebê. “Como ele nasceu aqui, teria acesso a uma educação pública de qualidade e poderia crescer com dois idiomas. No entanto, no Brasil, temos a família que não nos deixa faltar nada. Vai depender de muitos fatores”, comentou.

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