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Combate à pandemia

Casagrande não recomenda queima de fogos em réveillon do ES

O chefe do Executivo apontou que a tradicional festa costuma gerar aglomeração de pessoas e, com isso, pode aumentar a disseminação do coronavírus

Publicado em 20 de Novembro de 2020 às 13:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 nov 2020 às 13:24
Data: 01/12/2015 - ES - Vitória - Queima de fogos durante a virada de ano na praia de Camburi - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Queima de fogos durante a virada de ano em Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Arquivo A Gazeta|Vitor Jubini - GZ Crédito: Vitor Jubini
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse, na manhã desta sexta-feira (20), que não recomenda a queima de fogos nos municípios capixabas durante o réveillon.
O chefe do Executivo apontou que a tradicional festa costuma gerar aglomeração de pessoas e, com isso, pode aumentar a disseminação do coronavírus no Estado.
A declaração foi dada durante entrevista concedida pelo governador à jornalista Fernanda Queiroz, no programa CBN Vitória. O governador criticou indiretamente a decisão do prefeito reeleito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), de anunciar que a programação de réveillon da cidade está mantida, com fogos de artifício na orla. As demais cidades da Grande Vitória ainda não decidiram sobre os festejos.
"O verão deste ano será um verão mais contido. O Natal e o Ano Novo terão que ser diferentes. Já vi um outro município anunciar que vai ter fogos. É preciso as pessoas pensarem, tanto os gestores como os cidadãos. Não está proibido passear, se divertir, mas tem que ser com responsabilidade e seguindo os protocolos", pontuou.
Casagrande destacou que não recomenda que os municípios façam queima de fogos na virada do ano. "Não recomendo porque a queima de fogos significa aglomerar pessoas. Não tem queima de fogos sem aglomerar. Usei queima de fogos, mas poderia usar qualquer atividade que aglomera pessoas. O setor de entretenimento é o mais prejudicado, precisamos reconhecer, mas, infelizmente, é na aglomeração que as pessoas transmitem o vírus e aí muitos acabam perdendo a vida", justificou o governador.

AUMENTO DE CASOS GRAVES

Em 8 de novembro, a média móvel de casos de coronavírus em 14 dias chegou a 132,64 na Região Metropolitana, ultrapassando o limite do pico da primeira onda.
O próprio governador, preocupado com o avanço da doença, convocou uma reunião para discutir a situação da pandemia no Espírito Santo com o Ministério Público do Estado, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado, a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), líderes religiosos e entidades, como a Federação do Comércio (Fecomércio) e a Federação das Indústrias (Findes). O encontro aconteceu na tarde da última quarta-feira (18).

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