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Relatos da tragédia

Capixabas no Marrocos estão assustados e em alerta após terremoto

Eles estavam longe do epicentro do tremor, mas sentiram abalos na noite de sexta-feira (8); o casal Amanda e Anselmo está em Merzouga, enquanto Priscila Gama, em Argoud

Publicado em 09 de Setembro de 2023 às 15:41

Diná Sanchotene

Publicado em 

09 set 2023 às 15:41
Capixabas que estão no Marrocos relataram que sentiram os tremores durante o terremoto que atingiu o país na noite de sexta-feira (8) e que, até agora, matou mais de mil pessoas. Mas contam que estavam longe do epicentro, ocorrido nas montanhas do Alto Atlas. Muitas vítimas estão na cidade histórica de Marrakech, uma das regiões mais afetadas.
A jornalista Amanda Menezes Vergna Zuqui e o geólogo Anselmo Ruy Zuqui, naturais de Vitória e Linhares, respectivamente, estão no país a passeio, com o objetivo de conhecer o deserto do Saara e a cultura marroquina. O casal está em Merzouga, que fica, em linha reta, a 400 quilômetros de Marrakech.
“Estávamos no hotel quando sentimos a cama e os lustres balançarem. Foi um tremor bem rápido, coisas de segundos. Ouvimos vozes no corredor e fomos para a rua, assim como os outros hóspedes. Ficamos em Marrakech dois dias e o estrago por lá foi grande”, relata Amanda.
Amanda Vegna e Anselmo Ruy Zuqui, capixabas que estão no Marrocos
Amanda Vegna e Anselmo Ruy Zuqui, capixabas que estão no Marrocos Crédito: Acervo pessoal
Ao sair do hotel, Amanda e Anselmo verificaram que já havia registros de terremotos na internet, mas, até então, não havia relatos de vítimas. 
"Onde estamos, está tudo normal, tanto que voltamos a dormir após avisar nossos familiares. Estivemos em Marrakech por dois dias, tiramos fotos, compramos coisas e agora a cidade está destruída e pessoas morreram ali. Esta é uma experiência chocante, porque a gente poderia estar lá e ter acontecido alguma coisa com a gente, caso não tivéssemos com este roteiro"
Amanda Vegna - Jornalista
Eles não receberam assistência especial, pois estão longe dos locais onde houve danos maiores. Amanda comenta que o retorno será por Marrakech, mas a rota deve ser alterada, apesar de o aeroporto estar funcionando normalmente.
“Assusta ver vídeos de locais onde fomos e que agora estão destruídos. Estamos acompanhando tudo com muita tristeza. O povo marroquino é muito acolhedor e alegre. Ficamos tristes por ter que ver a população sofrendo”, lamenta.
A viagem de Amanda e Anselmo foi planejada há três meses. Eles estão no país desde o dia 5 e pretendem voltar para Irlanda, onde moram, no próximo dia 12 de setembro.
Priscila Gama, capixaba que está no Marrocos
Priscila Gama, capixaba que está no Marrocos Crédito: Acervo pessoal
Priscila Gama, do movimento Das Pretas, também está no Marrocos. Ela, que é de Vitória, foi convidada para participar de um encontro de inovação e empreendedorismo com outras mulheres brasileiras. Assim como Amanda e Anselmo, ela está longe do epicentro, em uma cidade chamada Argoud, que fica perto da Argélia.
"Eu não senti nada, mas as outras pessoas que estão comigo sim. Todo mundo ficou muito assustado com os tremores, mas o local onde estamos está intacto. O clima por aqui é de alerta"
Priscila Gama  - Do movimento Das Pretas
Priscila comenta que o grupo onde ela está já recebeu assistência diplomática. Ela ainda não sabe quando retorna a Vitória, pois depois da visita ao Marrocos vai para os Estados Unidos para participar de uma agenda de sustentabilidade.

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