"A Embaixada do Brasil em Rabat acompanha com atenção os desdobramentos do terremoto", diz a nota que expressa solidariedade ao povo marroquino. "Não há, até o momento, notícia de brasileiros mortos ou feridos", continua o texto.
O texto, no entanto, não deixa claro se há algum registro de brasileiros entre os desaparecidos. O Estadão entrou em contato com a Embaixada e, até o momento, não teve retorno.
O tremor de magnitude 6,8 que atingiu o país na noite de sexta-feira, 8, já é considerado o pior na história recente do país, segundo as medições do centro de sismologia americano. As informações oficiais dão conta que 1.037 pessoas morreram e mais de 1.200 ficaram feridas.
O número de vítimas tende a aumentar à medida em que as buscas avançam, principalmente nas áreas montanhosas de difícil acesso, que foram particularmente atingidas pelo tremor.
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero (MDB), estava em Marrakesh participando, junto com uma comitiva do Estado, da 10ª Conferência Internacional de Geoparques, promovida pela Unesco, quando foi surpreendida pelo terremoto que atingiu o país nesta sexta-feira (8). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela diz ter presenciado 'centenas de famílias, desabrigados nas ruas, monumentos que viraram ruínas'. Mas diz que todos da delegação estão bem.
O terremoto atingiu a região de Marrakesh, no norte do Marrocos, deixando pelo menos 820 mortos e centenas de feridos, de acordo com um balanço preliminar divulgado pelo governo do país. Número de vítimas deve aumentar ainda mais à medida que buscas continuam e equipes de resgate chegam a áreas remotas.
Autoridades locais afirmam que a maior parte das vítimas está nas regiões de montanhas, de difícil acesso, onde há relatos de famílias inteiras presas sob os escombros.