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Reposição hormonal aumenta o risco de doenças? Conheça os maiores mitos

Medo de engordar e associação automática com doenças ainda afastam mulheres de tratamentos indicados na menopausa

Publicado em 14 de Maio de 2026 às 19:15

Portal Edicase

Publicado em 

14 mai 2026 às 19:15
Informações antigas ainda afastam mulheres do tratamento de reposição hormonal (Imagem: vetre | Shutterstock)
Informações antigas ainda afastam mulheres do tratamento de reposição hormonal Crédito: Imagem: vetre | Shutterstock
A reposição hormonal é um tratamento indicado para mulheres que apresentam sintomas relacionados à queda hormonal, especialmente durante a menopausa e o climatério. Ondas de calor, alterações no sono, irritabilidade, ressecamento íntimo e perda de qualidade de vida estão entre os sinais mais comuns que levam pacientes a buscar acompanhamento médico. Apesar disso, o assunto ainda gera insegurança e dúvidas, muito por causa de informações antigas que continuam circulando fora do contexto atual da medicina.
Bruna Paschoalim, ginecologista e especialista em estética íntima feminina, afirma que boa parte da resistência ao tratamento nasce de interpretações equivocadas sobre estudos publicados há décadas. Segundo ela, muitos medos continuam sendo reproduzidos mesmo após atualizações importantes nas diretrizes internacionais.
O material informativo “Menopause Topics: Hormone Therapy”, publicado pela The Menopause Society, reforça que a terapia hormonal pode trazer benefícios significativos quando bem indicada e acompanhada individualmente, especialmente para mulheres com sintomas moderados ou intensos da menopausa. O material destaca que idade, histórico clínico e momento de início do tratamento fazem diferença na segurança da terapia. 
A seguir, confira os principais mitos sobre a reposição hormonal e o que a medicina moderna diz sobre o tema!

1. Reposição hormonal aumenta o risco de câncer

Mito. Segundo Bruna Paschoalim, o principal mito que aparece no consultório ainda é a associação automática entre reposição hormonal e câncer. “Existe muito tabu em relação à reposição hormonal por conta de estudos antigos que geraram medo nas pacientes. Hoje, a medicina já revisitou muita coisa e entende melhor quais mulheres podem se beneficiar do tratamento e quais precisam de mais cautela”, explica.
Ela lembra que, no ano passado, o FDA (The Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, voltou a reforçar a importância da terapia hormonal em casos indicados, o que ajudou a aumentar a confiança das pacientes durante as consultas. Mesmo assim, muitas mulheres ainda chegam ao consultório acreditando que qualquer tipo de reposição inevitavelmente causará ganho de peso ou problemas de saúde.

2. Reposição sexual serve apenas para melhorar o desejo sexual e a estética

Mito. Outro equívoco frequente, segundo a especialista, é enxergar o tratamento apenas pelo viés estético ou sexual. “Muitas pacientes acham que a reposição hormonal serve apenas para aumentar o desejo sexual ou melhorar a estética corporal, quando, na verdade, ela pode ter impacto importante na qualidade de vida, no sono, no humor e até na disposição”, afirma.
A avaliação individualizada é considerada parte essencial no processo de reposição hormonal (Imagem: Olena Yakobchuk | Shutterstock)
A avaliação individualizada é considerada parte essencial no processo de reposição hormonal Crédito: Imagem: Olena Yakobchuk | Shutterstock

3. O tratamento é igual para todas as mulheres

Mito. A terapia hormonal também não funciona de maneira igual para todas as mulheres. Existem diferentes tipos de hormônios, vias de administração e estratégias terapêuticas que variam conforme idade, sintomas, histórico familiar e exames clínicos. Por isso, a avaliação individualizada é considerada parte essencial do processo.

Informação atualizada como aliada

Outro ponto que especialistas costumam reforçar é que a menopausa não deve ser tratada apenas como uma fase inevitável de desconforto. Muitas mulheres passam anos convivendo com sintomas intensos sem procurar ajuda, justamente por medo ou desinformação. Esse cenário contribui para que mitos antigos continuem circulando com mais força do que dados atualizados.
A discussão sobre reposição hormonal tem mudado à medida que novas pesquisas ampliam o entendimento sobre segurança e indicação do tratamento. Ainda assim, informação de qualidade e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais para evitar decisões baseadas em medo, experiências isoladas ou conteúdos sem respaldo científico.
Por Eluan Carlos

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