Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Coronavac

Barreira ideológica da origem da vacina foi superada, avalia Casagrande

O governador do ES, Renato Casagrande (PSB) esteve em Brasília nesta quarta-feira (16) para acompanhar o lançamento do Plano de Vacinação contra a Covid-19

Publicado em 16 de Dezembro de 2020 às 17:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 dez 2020 às 17:23
Presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM), visita o governador Renato Casagrande (PSB) no Palácio Anchieta
Casagrande garante que o Espírito Santo está preparado para auxiliar na execução do plano de vacinação Crédito: Vitor Jubini
Com o lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 indicando a compra de todos os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o governador Renato Casagrande (PSB) avalia que a barreira ideológica em torno da origem da vacina foi superada. 
Na nova versão do plano apresentada nesta quarta-feira (16), o governo federal passa a afirmar que está negociando a compra da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. O órgão é ligado ao governo paulista, comandado por João Doria (PSDB), adversário político do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Até então, o governo federal estava resistente em incluir a vacina no plano nacional de vacinação.
“Foi importante porque isso mostrou uma quebra da barreira do impedimento ideológico da origem da vacina, aonde a vacina estava sendo desenvolvida e produzida. Vencida essa etapa da barreira ideológica, também o governo anunciou uma Medida Provisória abrindo crédito de 20 bilhões de reais”, informa Casagrande, que participou do lançamento em Brasília.
Na última segunda (14), o governador se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto. Na ocasião, Bolsonaro anunciou que abriria crédito de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas. Neste encontro, em nome de todos os governadores, foi ainda proposta uma ampliação da capacidade de produção da Fiocruz, que trabalha com a vacina AstraZeneca.
Não há data definida para início da aplicação dos imunizantes, mas o governo, no entanto, prevê que a campanha será iniciada cinco dias após a Anvisa autorizar o uso emergencial do medicamento. O Ministério da Saúde afirma já negociar cerca de 350 milhões de doses de imunizantes para 2021. A imunização deve exigir duas aplicações por pessoa.
"O que cabe agora é definir um plano e um cronograma de aplicação dessa vacina para que a gente possa chegar o mais rapidamente possível a todos os brasileiros. O Estado do Espírito Santo está à disposição e preparado para auxiliar na aplicação desse plano para que a gente possa salvar vidas dos brasileiros e dos capixabas"
Renato Casagrande - Governador do ES
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e presidente Jair Bolsonaro no lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e presidente Jair Bolsonaro no lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 Crédito: Isac Nobrega/PR

MUDANÇAS

A primeira versão do plano foi divulgada no último sábado (12) após o documento ter sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo dia, 36 integrantes do grupo técnico formado por pesquisadores e cientistas encarregados de auxiliarem o Ministério da Saúde na elaboração do material denunciaram que o documento não havia sido apresentado a eles.
Eles destacaram, inclusive, que alguns pontos do planejamento para a imunização contra o coronavírus não refletiam o posicionamento do grupo. Ethel Maciel, que é pós-doutora em Epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), integrou a equipe de trabalho do governo federal. Ela acompanhou o lançamento do plano nesta quarta-feira (16).
“Eles tiraram os nossos nomes, fizeram agradecimentos genéricos às sociedades científicas que participaram, o que eu acho mais correto porque eu recebi isso (esse plano) da imprensa, não recebi deles", criticou, acrescentando que felizmente o plano atual incluiu as recomendações do grupo de pesquisadores para inclusão de outras populações vulneráveis, além dos indígenas na vacinação prioritária. 
A especialista em saúde chama a atenção para a rede de frios que o governo brasileiro tem disponível. Com equipamentos capazes de conservar imunizantes que demandam temperatura até -35º C, os freezers não poderiam receber os compostos produzidos pela Pfizer, que exigem ambiente climatizado a -70º C.
"Eles mencionam um acordo novo com a Jansen, inclusive com número de doses, mas a da Coronavac é totalmente genérica. Possivelmente, a Coronavac vai ser a vacina que teremos disponível com maior possibilidade de capilaridade na nossa rede de frios. Falta ainda acordo explícito com o Butantan para sabermos dose e tempo, como está explícito com Astrazeneca"
Ethel Maciel - Epidemiologista
Outro ponto comentado por Ethel está relacionado à farmacovigilância. O deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), relator da medida provisória que prevê a compra do imunizante pelo programa internacional Covax Facility, disse que antes de ser imunizado, o brasileiro teria de assinar um termo de responsabilidade. A mesma afirmação foi feita hoje pelo ministro Pazuello.  Essa exigência, porém, não consta no plano nacional de imunização. 
De acordo com o parlamentar, o termo pretende tirar da União a responsabilidade sobre eventuais efeitos colaterais da vacina. A especialista em saúde defende que o documento não é necessário, uma vez que o composto será disponibilizado após rigoroso processo de aprovação da Anvisa.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Gilberto Gil encerrou a segunda edição do Festival Turá em São Paulo na noite deste domingo (25) com o show 'Nós e a Gente' onde é acompanhado por sua família no palco
Banda Sinfônica Vale Música celebra Gilberto Gil em concerto inédito
Acidente deixa duas pessoas feridas na Avenida Beira-Mar
Acidente deixa duas pessoas feridas e congestiona trânsito em Vitória
Bernadete de Souza Braga, de 61 anos, assassinada com golpes de facão em 4 de outubro de 2023
Pena de 40 anos para homem que matou mulher com golpes de facão no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados