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Corregedoria vai apurar

Avaliação de alunos é cancelada pela Sedu após vazamento de provas

Reportagem de A Gazeta teve acesso, na tarde desta segunda-feira (29), às questões de Língua Portuguesa e Matemática que circulavam livremente entre professores da rede estadual

Publicado em 29 de Setembro de 2025 às 20:18

Aline Nunes

Publicado em 

29 set 2025 às 20:18
Uma avaliação de desempenho de estudantes da rede estadual de ensino do Espírito Santo, prevista para ser aplicada nos próximos dias 1º e 2 de outubro, foi cancelada pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) na noite desta segunda-feira (29), após os cadernos de prova vazarem em grupo de professores em aplicativo de mensagens.  O caso será investigado pela Corregedoria da pasta, que ainda não tem data para os novos testes. 
A reportagem de A Gazeta teve acesso, na tarde desta segunda, às questões de Língua Portuguesa e Matemática da Avaliação de Monitoramento da Aprendizagem (AMA). O exame é voltado para o 5º e 9º ano do ensino fundamental e todo o ensino médio. 
O material está sendo compartilhado em uma pasta virtual, no Google Drive, criada para lançar informações sobre diretrizes da avaliação, matriz de referência, entre outras instruções. E lá estão também os cadernos de provas da AMA — uma estratégia da secretaria para acompanhar o desenvolvimento das habilidades dos alunos nas duas disciplinas. A pasta estava circulando livremente em aplicativo de mensagem nas últimas semanas e, mais recentemente, foi atualizada com as provas. 
O exame possibilita a preparação para avaliações externas como o Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (Paebes) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que fazem o diagnóstico da Educação no Estado e no país, e para recomposição de aprendizagem. 
O link a que a reportagem de A Gazeta teve acesso foi compartilhado com o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, que foi surpreendido pelo vazamento. Após conferir que se tratavam, de fato, dos cadernos das provas a serem aplicadas nesta semana, ele determinou o cancelamento. 
"Não sei se esse vazamento tem repercussão pequena ou grande, mas, independentemente disso, a prova não pode ser vazada sob nenhuma circunstância. Então, defini algumas providências: cancelar as provas e abrir expediente na Corregedoria"
Vitor de Angelo - Secretário de Estado da Educação
O link do drive apresenta todos os cadernos de provas que seriam aplicadas Crédito: Reprodução
Um documento costante em uma das pastas do drive trata justamente de mecanismos de segurança e restrições de acesso. De acordo com a circular, os conteúdos da pasta devem ser enviados apenas por e-mail institucional para os diretores de escolas. 
"Cabe à gestão escolar assegurar a confidencialidade dos materiais e prevenir possíveis vazamentos de itens ou informações que possam comprometer a integridade dos resultados da avaliação, concedendo acesso exclusivamente aos profissionais envolvidos na logística de impressão. Esses profissionais, por sua vez, também devem assumir o compromisso de zelar pelo sigilo do material. Ressaltamos que estudantes e professores somente poderão ter acesso aos cadernos no momento da aplicação", ressalta a Sedu no documento, que ainda traz a observação que o sigilo deve ser mantido mesmo após a aplicação por haver nas escolas diferentes turnos. 
A investigação pela corregedoria, segundo o secretário de Educação, deverá apontar de onde partiu o vazamento e em que circunstâncias. "Não quero ser leviano ou precipitado e dizer que houve dolo. Pode ter havido descuido, mas, qualquer que seja a situação, a corregedoria precisará responder no seu tempo. Se houve dolo, haverá responsabilização", reforça Vitor de Angelo. 
Embora a AMA seja uma avaliação interna, para aferir a aprendizagem dos alunos, o secretário ressalta que, após o vazamento, não poderia aplicar as provas pelo risco de distorção do resultado. 
A AMA, segundo Vitor de Angelo, é uma avaliação trimestral. A prova está associada às rotinas pedagógicas estabelecidas no início do período letivo a partir do resultado do Paebes do ano anterior. As áreas em que os alunos apresentam mais dificuldades, em Língua Portuguesa e Matemática, são reforçadas ao longo do trimestre e, depois, o desempenho é apurado pela AMA. Assim, é possível medir o avanço dos estudantes e o que ainda precisa ser reforçado no processo de ensino-aprendizagem. 
"O vazamento compromete. A AMA não é para ver se o aluno vai bem ou não vai bem. É uma prova que nos oferece uma radiografia; é o nosso trabalho refletido. Se o resultado vier distorcido, por um acesso antecipado e ilegal, o trabalho fica comprometido e a única pessoa prejudicada é o estudante", conclui.

Atualização

30/09/2025 - 1:44
Após a publicação da reportagem, o secretário Vitor de Angelo gravou um vídeo abordando o assunto. A gravação foi incluída na matéria. 

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