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Em São Mateus

Após nota da Anvisa, Sesa retira túnel de desinfecção de hospital no ES

A cabine de desinfecção havia sido doada ao Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, e foi colocado em funcionamento exclusivo para funcionários na última semana

Publicado em 12 de Maio de 2020 às 13:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mai 2020 às 13:01
Cabine de desinfecção no hospital Roberto Silvares, em São Mateus
Cabine de desinfecção no hospital Roberto Silvares, em São Mateus, em funcionamento antes de ser retirada pela Secretaria de Estado da Saúde Crédito: Reprodução / TV Gazeta
Uma cabine de desinfecção instalada para uso exclusivo de funcionários foi retirada do Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, no Norte do Estado. A decisão foi tomada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) após a divulgação de uma nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a desinfecção de pessoas em ambientes públicos e hospitais durante a pandemia de Covid-19.
O equipamento havia sido doado ao hospital e colocado em funcionamento na última semana. Na ocasião, o diretor técnico do hospital afirmou que entre o material pulverizado em quem passava pela cabine, estavam o hipoclorito de sódio com quaternário de amônio, substâncias que, segundo a nota da Anvisa, causam efeitos adversos à saúde.
A Sesa informou, por nota, que a retirada da cabine de desinfecção foi feita seguindo as orientações da Anvisa, descritas na Nota Técnica nº 38, do dia 7 de maio. A secretaria justificou a medida com informações que constam no documento divulgado pela agência.
Em resposta à reportagem de A Gazeta, a Sesa explicou que “de acordo com o documento da Anvisa, foi realizada revisão sobre o assunto, baseada em fontes de organismos internacionais de saúde, agências reguladoras externas e artigos científicos recentes”.
A secretaria completou a nota dizendo que o documento da Anvisa garante ainda que “não foram encontradas evidências científicas de que o uso dessas estruturas para desinfecção sejam eficazes no combate ao SARS-CoV-2, podendo, diante de novos estudos, ser modificado este posicionamento, a qualquer momento”, finalizou.

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