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Alunos do ES preferem disciplinas tradicionais para aprimorar aprendizagem

Alunos do ES preferem disciplinas tradicionais para aprimorar aprendizagem

Pesquisa foi feita com mais de 204 mil participantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental no Espírito Santo

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 15:20

Inauguração da Escola Estadual Aristóbulo Barbosa Leão, na Serra
Maioria dos estudantes prefere discilpinas tradicionais como melhor forma de aprender Crédito: Redes sociais/Reprodução

Cerca de 40% dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) no Espírito Santo preferem disciplinas tradicionais (como língua portuguesa, matemática, ciências humanas e ciências da natureza) e atividades esportivas como principais formas de aprendizagem.

O resultado foi obtido a partir de respostas de cerca de 204 mil participantes coletadas pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Itaú Social, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

A escolha por disciplinas tradicionais é maior no grupo do 6º e 7º anos, totalizando quase metade da preferência (49%). Em seguida, o levantamento mostra as práticas esportivas, com 41%, e habilidades com tecnologias, com 28%, como atividades importantes para o desenvolvimento escolar.

Já para o grupo dos 8º e 9º anos, quem aparece como primeira opção é a prática esportiva, com 39%. O reconhecimento das disciplinas clássicas na percepção dos estudantes dessa faixa etária cai significativamente em comparação com o grupo mais novo, registrando 37%. Em contrapartida, as atividades sobre educação financeira crescem na preferência dos mais velhos, com 31%.

Na avaliação da superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, os resultados são um chamado à construção de escolas com conteúdos que respondam às necessidades e aspirações dos estudantes. “Ao ouvirmos, podemos criar políticas educacionais mais conectadas a essa fase do desenvolvimento humano e à realidade local”, avalia.

Atividades fora da sala de aula

A interação fora do ambiente escolar, como passeios e visitas, é observada pelos adolescentes como boa opção para aprender. Para estudantes – 44% dos 6º e 7º anos e 49% dos de 8º e 9º anos –, essa experiência é vista como forma de ampliar as oportunidades de aprendizagem.

Outras formas de se aprender reconhecidas pelos participantes são o trabalho em grupo – para 36% dos mais novos e 29% dos mais velhos – e a realização de feiras e exposições escolares – por 24% e 25%, respectivamente.

Convivência escolar

O estudo avaliou que os estudantes dos 6º e 7º anos apresentam maiores indicadores em relação à convivência escolar. Segundo o relatório, 82% têm amigos ou amigas com quem gostam de estar na escola, 73% possuem pelo menos um adulto em quem confiam e 62% consideram o ambiente bom para todos aprenderem. 

No grupo de 8º e 9º anos, o único indicador semelhante ao dos estudantes mais novos é a socialização com seus colegas, apontada pelos mesmos 82% dos adolescentes. O número dos que dizem ter um adulto de confiança no ambiente escolar é de 61%, enquanto a porcentagem dos que consideram o ambiente bom para aprender reduz a menos da metade (47%) entre os mais velhos.

Escola do futuro

O relatório também mostrou quais são as características para uma “escola do futuro”. Na visão dos estudantes capixabas, as atividades práticas, com projetos considerados “mão na massa”, correspondem a 43% da preferência dos estudantes mais novos e 44% dos mais velhos, logo na sequência, estão as aulas que envolvem tecnologia e mídias digitais, com 42% e 39%, respectivamente.

O desejo por mais atividades esportivas também aparece com destaque no desejo dos estudantes, representado por 40% dos adolescentes dos 6º e 7º anos e 39% dos de 8º e 9º anos. Outro item considerado importante para uma “escola do futuro” é a iniciativa de pesquisas científicas, respondida por 30% dos mais novos, e atividades que permitem a participação juvenil, para 26% dos mais velhos.

Sobre a pesquisa

A pesquisa com dados do estado de Espírito Santo faz parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências, que traz as percepções dos estudantes sobre suas identidades, diversidades e obstáculos à participação, estimulando gestores, professores e comunidades a promoverem escolas mais inclusivas e transformadoras.

No contexto nacional, a iniciativa ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes, marcando um passo importante na elaboração de uma política pública voltada especialmente para os Anos Finais do Ensino Fundamental. Os dados reforçam a necessidade de escolas que dialoguem com as experiências e expectativas dos alunos, promovendo uma educação mais prática, participativa e conectada à vida cotidiana.

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