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Aluno de Vila Velha ganha menção honrosa com poema sobre racismo; leia

Dentre os mais de 700 inscritos pelo país, Igor terminou entre os 10 melhores, representando o município de Vila Velha, com o poema "Racismo"

Publicado em 22/09/2021 às 08h40
Jovem Igor dos Santos Caldeira escreveu o poema racismo
Aluno Igor dos Santos Caldeira, do 9º ano da Unidade Municipal de Ensino Fundamental Joffre Fraga. Crédito: Divulgação/Prefeitura de Vila Velha

Igor dos Santos Caldeira, estudante do 9º ano da unidade Municipal de Ensino Fundamental Joffre Fraga, recebeu uma menção honrosa no 1º Concurso de Poesias da Biblioteca Pública Castro Alves, na categoria Juvenil. Dentre os mais de 700 inscritos pelo país, Igor terminou entre os 10 melhores, representando o município de Vila Velha, com o poema "Racismo".

De acordo com o aluno, a inspiração para desenvolver o poema é a realidade atual e o que ele vive no dia a dia. Além deste poema, o estudante possui outros sete publicados e foi selecionado para estar na 6ª edição do "Entre Versos e Rimas", concurso da Secretaria Municipal de Educação.

A escrita começou a interessá-lo quando tinha 10 anos, com a mãe Luciana Medeiros, que é professora da rede municipal de Vila Velha e sempre incentivou a leitura. Além de receber incetivo dentro de casa, a escola foi determinante no processo de aprimoramento da escrita, com as professoras Anna Flávia Faria e Daniely Félix e a diretora Marlucia Schimith, que sempre estimularam Igor Caldeira.

O jovem está bastante empolgado com o resultado conquistado e animado para os próximos desafios. “A sensação que tenho é de vitória e de valor. Vou continuar escrevendo, aqui em casa isso é rotina. E ano que vem, irei participar de todos os concursos”, comentou.

POEMA RACISMO, DO AUTOR IGOR DOS SANTOS CALDEIRA

Correndo sou sempre o ladrão 
Se estou com guarda-chuva  
Pensam que é arma na mão
No comércio sou suspeito 
Para emprego não tenho perfil 
Na rua tenho alvo no peito 
Racismo forte no Brasil! 
Meu cabelo e minha aparência
Incomodam o homem branco 
Discriminação vira experiência 
E o preconceito veste manto 
Falam muito em cor de pele 
Sentimento que se ensina 
Não há maldade que se revele 
Para o ódio não tem vacina
Me chamam de favelado e traficante 
Sigo firme e olho adiante 
Ser negro e pobre nesse país
É certeza de vida infeliz 
Um dia isso vai acabar 
Quando o homem aprender a amar
Pois não basta garantir o direito
Se o que falta é respeito.

Com informações da Prefeitura de Vila Velha

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