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Cinco municípios representam 20% da receita do agronegócio do ES

A microrregião Central Serrana é conhecida principalmente pela criação de aves e pelo agroturismo.

Publicado em 29/12/2020 às 19h22
Atualizado em 29/12/2020 às 19h22
Galos e galinhas na roça, avivultura
Galos e galinhas na roça: Santa Maria de Jetibá tem o maior rebanho de aves do país. Crédito: Pixabay

A microrregião Central Serrana do Espírito Santo é a que gera mais riquezas para a agropecuária capixaba. A produção, tanto animal, quanto vegetal, representa 20,21% da receita do agronegócio no Espírito Santo, o que corresponde a R$ 1,54 bilhão por ano. A região, que contempla apenas cinco dos 78 municípios capixabas, é conhecida principalmente pela criação de aves e pelo agroturismo.

Os dados fazem parte do Censo Agropecuário 2017, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta terça-feira (29), foi lançado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) o caderno setorial da agropecuária capixaba, com os dados compilados das 10 microrregiões do Estado.

A microrregião Central Serrana é composta pelos municípios de Itaguaçu, Itarana, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina. Além disso, ela é a terceira menor em termo de área, dentre às dez microrregiões do Estado, tendo 181,9 mil hectares de terra usadas para o agronegócio, o que representa apenas 5,6% do território capixaba.

De acordo com o coordenador de estudos econômicos do IJSN, Antônio Ricardo Freislebem da Rocha, quem puxa o valor de produção agropecuária da Microrregião Central Serrana é o município de Santa Maria de Jetibá, conhecido por ser a capital nacional de produção de ovos de galinha.

"Santa Maria de Jetibá foi responsável por 78,09% do valor da produção agropecuária de todos os grupos de atividade dessa microrregião, no período de referência. A criação de aves, que é o seu principal produto, faz com que o município tenha destaque dentre os demais", comenta Antônio Ricardo.

Na microrregião Central Serrana, a pecuária e criação de aves foi a maior fonte do valor da produção dessa microrregião, com uma participação de 71,97% do total, o equivalente a R$ 1,11 bilhão. Já a produção das lavouras foi a segunda principal fonte da área e representou outros 15,85% da arrecadação da microrregião (R$ 243,48 milhões). A horticultura e floricultura vêm em seguida com 10,53% (R$ 161,75 milhões).

OUTRAS REGIÕES

Em segundo lugar, em termos de valor de produção agropecuária no Estado temos a microrregião Nordeste, com 16,06% (R$ 1,2 bilhão). Em seguida vem Rio Doce, com 14,28% do total (R$ 1,08 bilhão), Sudoeste Serrana com 11,12% (R$ 846,7 milhões), Centro-Oeste com 9,86% do total (R$ 750,58 milhões),  Caparaó com 8,36% (R$ 636,58 milhões).

No final da lista, na sétima posição, está a microrregião Noroeste que corresponde a 7,41% (R$ 563,93 milhões), seguida pela Central Sul com 6,21% (R$ 472,57 milhões), a Litoral Sul com 4,46% (R$ 339,33 milhões),  e, por último, a microrregião Metropolitana com apenas 2,05% (R$ 156,07 milhões).

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