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Som de Fogueira ganha um toque feminino com Débora Fassarella

Jovem de 19 anos integrará o grupo musical na turnê de seu novo EP "Som de Brasileira"

Publicado em 16/10/2020 às 14h36
Atualizado em 16/10/2020 às 14h37
A banda Som de Fogueira, agora com sua nova integrante, Débora Fassarela.
A banda Som de Fogueira, agora com sua nova integrante, Débora Fassarella. Crédito: Bruno Leão/Divulgação

Criada na Rua da Lama, em Vitória, a banda Som de Fogueira ganha um toque feminino. Formado apenas por homens, o grupo agora contará com uma musicista, a cantora Débora Fassarella, de 19 anos. A jovem já cantava na noite com o baterista Leomar Miranda, mas foi durante uma participação no show do Macucos, num evento em janeiro deste ano, que o vocalista Diogo Cypriano a notou.

Segundo Cypriano, a decisão de convidar a artista veio a partir do planejamento da turnê do EP Som de Brasileira, previsto para ser lançado em dezembro. “A gente fez um som que privilegiava as mulheres na questão rítmica, na questão da letra, do comportamento também. Ficou inevitável um convite feminino. Pensamos se contaríamos sempre com participações ou se traríamos uma menina para fazer a turnê com a banda”, relata o cantor.

E a voz de Débora deu liga nesta mistura com o Som de Fogueira, tanto que eles gravaram a canção “Balança a Cabeça”, terceira aposta do novo EP.  "Eu tô muito feliz de poder estar com esses músicos, vai ser uma experiência incrível para mim, como pessoa e como cantora, musicista, artista", afirma Débora animada sobre o convite.

Mas a permanência de Débora no grupo ainda não é definitiva. O convite se restringiu à turnê e a parceria pode continuar após o projeto.

“O Som de Fogueira é uma banda versátil, não vejo porquê ela não fazer parte, mas, principalmente nessa turnê, é imprescindível, e ela já chega fazendo bastante diferença”, pontua Diogo, detalhando que Débora tratá uma oxigenação necessária para a banda. 

A cantora Débora Fassarela
A cantora Débora Fassarella . Crédito: Bruno Leão/Divulgação

Cantando profissionalmente há um ano, a jovem artista começou a tocar violão ainda criança. Com ajuda do pai, passou a se dedicar à sua voz um pouco depois. “Foi com 14 anos que dei minha primeira palhinha”, conta.

Segundo Débora, a chance aconteceu durante uma apresentação dos músicos Leão e Leomar, num restaurante onde ela jantava. Quando ela estava indo embora, seu pai falou ao dono do estabelecimento que ela cantava. Assim, a adolescente acabou interpretando Malandragem. “Dali em diante, sempre que o Leão e o Leomar iam tocar em um restaurante, me chamavam para tocar umas três músicas”, conta.

Com o tempo, a dupla encerrou a parceria e Leomar fez o convite para Débora se juntar à ele nas apresentações. Em sua musicalidade, a cantora se diz muito eclética, algo que o cantar na noite exige: “Sempre fui muito aberta nesse sentido, sempre cantei muito MPB, reggae, axé, forró, vou mesclando”.

Nesse sentido, Débora conta que no Som de Fogueira deseja agregar: “Levar juventude, leveza, um pouquinho do meu trabalho com vibe acústica, poder ir crescendo junto e desenvolvendo essa nova fase”.

Cypriano acredita que a turnê será uma foma dela estar em contato com outras vivências da música. O cantor acrescenta que será uma via de mão dupla: “Vai ser uma troca legal para ela e a gente também, que vai dar uma renovada”.

Antes mesmo da turnê que ainda está sendo planejada acontecer, a jovem cantora já fez sucesso. A canção “Balança a Cabeça”, bem para cima e com vibe de verão na praia, está na posição de mais tocada entre as canções do grupo mo Spotify.

O LANÇAMENTO DO EP E A TURNÊ

O EP "Som de Brasileira" já tem três de suas canções disponíveis nas plataformas digitais: “Única Essência”, “Som de Brasileira” e “Balança a Cabeça”. As duas últimas faixas, “Bonitinha Demais”, com participação de Diego Lyra; e “Trevo de 4 folhas”, com Alinne Garruth, serão lançadas ao público em um evento de estreia do trabalho.

Cypriano adianta que estão procurando uma casa no Centro de Vitória para lançar o EP, na primeira semana de dezembro. “Realmente, como estão mudando as regras de quantidade de pessoas, acredito que em dezembro já chegue num número legal para fazer um evento”, explica.

Quanto à turnê, os preparativos já começaram. “A gente já está começando a ensaiar, já escolhemos música, mudamos repertório. Com a entrada da Débora mudou bastante, porque a gente tentou trazer coisas mais novas, né, da MPB”, conta o cantor.

Apesar da preparação, os locais por onde irão passar com a turnê “Som e Brasileira” ainda não foram decididos devido a questões impostas pelo novo coronavírus. “A gente está muito apreensivo com isso. A gente tinha projetado um EP bem de verão, para poder tocar bastante em praia, nesse circuito que a gente já fez, que foi de Guriri, até a própria Anchieta, o litoral capixaba”, destacou, explicando que sem festivais de verão e festas de ano novo sendo determinadas pelas prefeituras a perspectiva ainda está incerta.

Enquanto os eventos  não se concretizam, os fãs podem se abastecer com as novas canções que já saíram.

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