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Casa de shows do ES vende equipamentos para não fechar as portas

Anúncio de reabertura do Stone Pub pegou frequentadores de surpresa, mas tudo não passou de uma "pegadinha" para dar o recado da real situação do espaço, que segue fechado devido à pandemia da covid-19

Publicado em 31/07/2020 às 18h33
Stone Pub em Vitória
Stone Pub , localizada na Praia do Canto, em Vitória, está fechada há quase cinco meses. Crédito: Stone Pub

O grupo Antimofo deu o que falar nas redes sociais nesta sexta-feira (31). Com um anúncio de reabertura de uma de suas casa - o Stone Pub, localizada na Praia do Canto, em Vitória - publicado na internet, gerou burburinho e a revolta de alguns internautas.

"Quem poderia imaginar que ficaríamos meses fechados? No começo foi um susto, encerramos as atividades sem ao menos nos despedir", inicia o comunicado do Facebook, que logo anuncia o retorno: "Já tivemos inúmeras ideias de como voltar com segurança, já conversamos com arquitetos, com consultores, com amigos que moram fora e decidimos que é seguro abrir nossas portas", finaliza.

No Twitter, a fala foi mais direta: "Ah quer saber? Amanhã iremos abrir. É isto", dizia a publicação.

A postagem resultou em comentários diversos. Tinham internautas que viam a iniciativa como uma brincadeira e outros que acreditavam numa suposta volta dos eventos em meio a pandemia do novo coronavírus.

"Ué, a vacina chegou e não estou sabendo? Parabéns pela coragem, pq a noção passou longe", comentou um internauta. "Se não pegar ninguém pelo menos pega covid", publicou outro, seguido de mais respostas.

"Não decepciona a gente, Stone, por favor. Que seja só uma live", comentou uma frequentadora. "Vai abrir as portas pra tirar o mofo, quer ver só", brincou outro.

MOTIVO

Por fim, este último comentário não estava muito errado. Numa postagem, às 16h, tudo foi revelado. A reabertura era real, mas para a venda de decoração e equipamentos sobressalentes do espaço.

Segundo Rike Soares, sócio-proprietário do grupo Antimofo, a crise no setor de entretenimento bateu na porta da Stone Pub que, para pagar o aluguel e manter o ponto por mais um mês, precisa de ajuda. Já são quase cinco meses de portas fechadas para os estabelecimentos da noite no Espírito Santo.

"As contas de agosto vão vencer. Usarei minhas últimas reservas, depois não tem mais dinheiro. Vamos fazer o bazar, vender a decoração pela internet para tentar manter o ponto ainda em setembro", explica Rike.

Ele conta que, sem um auxílio para os empresários do setor, está difícil manter equipes e aluguel dos espaços que possui. "Não saiu nada do governo para este setor. Tem auxílio para pessoa fisica, ja a jurídica está se virando como pode: ou tem reserva ou fecha as portas", detalha.

IDEIAS PARA SE MANTER

Assim, veio a ideia da "reabertura" do espaço em forma de um bazar. As peças estão disponíveis numa página no Facebook

Sobre o polêmico anúncio de reabertura, ele disse que queria chamar a atenção dos frequentadores. "Queria ver a reação do público. As pessoas estão nervosas, emocionadas. Foi pra chamar atenção, uma vez que optamos por nos reservar desde o início da pandemia, entendendo a situação. Óbvio que não vamos abrir. A previsão, se tiver, será para o ano que vem e olhe lá. Mas precisamos nos manter".

Além do bazar, Rike vê uma outra forma de tentar manter os espaços e o quadro de funcionários neste período. "Teremos uma espécie de crowdfunding. Será um plano de fidelidade em que vamos emitir um cartão numerado onde as pessoas vão fazendo doações. Na medida que a pessoa vai ajudando, ela ganhará brindes como vip em festas futuras e outras promoções da casa", explica o diretor da Antimofo, afirmando que a doação mínima será de R$ 50.

"Vmos elaborar souvenirs em formato de garrafinhas com nossos drinks clássicos e a venda de packs com o intuito de financiar a manutenção de nosso querido Stone. Respeitando as normas vigentes, nossas vendas serão online e a partir da segunda quinzena de agosto", publicou o empresário na página da casa no Twitter, explicando mais uma medida para manter o estabelecimento.

Rike aproveitou para falar sobre a separação da Bolt, que agora possui nova gerência, e a continuação da Fluente. "A Bolt - localizada próximo à Rua da Lama - não faz mais parte do grupo. Já a Fluente segue em reforma e com a proposta de entregar uma coisa boa para a comunidade do entorno".

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