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Carnaval de Vitória: conheça a letra dos sambas de enredo de 2020

Conheça os temas, enredos e letras dos sambas das escolas de samba da Grande Vitória, que já estão a todo vapor para o Carnaval de Vitória 2020, nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro no Sambão do Povo

Publicado em 10/01/2020 às 16h20
Atualizado em 31/01/2020 às 13h24
Desfile no Sambão do Povo em 2019. Crédito: Secundo Rezende
Desfile no Sambão do Povo em 2019. Crédito: Secundo Rezende

Os tamborins já estão quentíssimos nas quadras das escolas de samba do Espírito SantoEventos, festas e ensaios já estão a todo vapor e, é claro, os enredos e sambas de cada agremiação também já estão na boca do povo nas rodas das comunidades. Como em todos os anos, os temas são os mais diversos possíveis e sempre exaltam a um pouco da cultura capixaba. 

Para a ir a todos os ensaios e eventos das escolas de samba o ideal é ter na ponta da língua todas as letras, não é verdade? Por isso A GAZETA reuniu todos os enredos e sambas e elencou, em ordem de desfiles, as composições do Grupo de Acesso A, que desfila no Sambão do Povo no dia 14 de fevereiro, e Grupo Especial, que vai à passarela do samba no dia 15. 

GRUPO DE ACESSO A

PEGA NO SAMBA: Viva e deixe-me viver , intolerância jamais o Pega pede paz

  • Compositores: Leandro Maciel, Thiago Meiners, Vinicius Vasconcelos, Rafael Mikaiá, Carlos Jarjura, Vlad Aks e André Cavalcante
  • Letra: Meu canto ecoa por igualdade / Sou pega no samba num grito de paz / Eu ergo a bandeira, levanto poeira / Intolerância jamais / Hoje a minha escola tão bonita / Vai desfilar nessa avenida / A luta contra a desigualdade / Seria descoberta ou invasão? / O índio neste chão fez valer a liberdade / A terra não renega sua cor / Ao semear na consciência / Os heróis das páginas da história / Se a democracia ainda tardia / “Presente” em nossa memória / Não se cala, vai à luta... Nos acordes da canção / Resistência à força bruta... No soar do violão / O preconceito a justiça repele / Na voz de tantas mulheres / Há liberdade escondida em cada sonho / Constrói a nova história de um país / Se a crença que massacra é o alento / O bem revelado da nossa raiz / Favela, o teu nome é esperança / Sentinela da mudança / Ser diferente é normal / O mundo não tem cor, celebra a união / Hoje não há discriminação.

CHEGA MAIS: Divina Luz

  • Compositores: Katia Mauês, Igor de Boni, Léo Reis, Luiz Felipe, Vinícius Moraes
  • Letra: O sambão do povo clareou / A Divina Luz da Chega Mais / A nudez vestiu a fantasia / Azul e branca dos seus ideais. / Numa madrugada de Carnaval, / Acendeu o lume do seu viver / Quando a pequena Cachoeiro viu / A menina Dora florescer. / Chegando às Minas Gerais / Um belo horizonte despontou, / Saraus em noites de boemia, / A liberdade que sempre sonhou. / Luz del Fuego contra base autoritária, / Cultivou filosofia libertária. / A força de uma mulher que nunca fugiu à luta: / O corpo não é uma culpa! / Em terras cariocas, a revelação: / Diva do teatro, circo, dança, emoção. / Exótica bailarina do povo / Fez das cobras sua obsessão. / Transitou nos corredores do poder, / Criticou a hipocrisia social. / Nua sereia que transformou / O naturismo em sonho real.

ANDARAÍ: Na Pancada da "marvada", pinga água que passarinho não bebe

  • Compositores: Thiago Bandeira, Lourival das Neves, Lauro, Léo Reis, Thadeu Ronchi, Luiz Felipe e Lolo
  • Letra: Pingou... / Já desce a abrideira, é carnaval! / Eis a serpente, dona do canavial / Que explode de emoção esta avenida, tão linda! / A força do amor traduzido em kamadeva / Flechadas de paixão, quanta nobreza! / O suco abençoado pelo bom senhor / Mas por inveja, tudo foi maliciado / Aqueceram o seu caldo / Pegou fogo o teu sabor / Nas moendas do engenho... Destilação / Sofrimento na senzala... Escravidão / Do melado à aguardente... Conquistando essa gente / O xodó de uma nação / Conceitos, preconceitos... Perseguições / Sofre a purinha, deusa das inspirações / Põe na mesa e passa a régua / Se segura, não escorrega! / Um brinde ao patrimonio nacional / Gira a economia, da pobreza à burguesia / Desde o país colonial / O meu padroeiro, é São Benedito / Fé e devoção ao meu santo querido / Na primeira dose um gole pra ti / E quem for beber, não vá dirigir! / O segredo “tá” no paladar, / Sinta o aroma que paira no ar / A “venenosa” pinga fogo / Como ninguém viu / Nossa “princesa” é a melhor do brasil / É na pancada que desce a marvada / A cada dose eu volto a sorrir / “Manhagua” ponha “outra” saideira / Minha cachaça, meu amor, Andaraí!

CHEGOU O QUE FALTAVA: Que comecem as apostas! Sorte ou azar, o tempo dirá!

  • Compositores: Tuninho Azevedo, Jean Brito, Girão, Almeida Júnior, Almir Cruz, Antônio Conceição, Breno Almeida, Beto Azevedo, Neyzinho do Cavaco, Gabriel do Cavaco e João Pedro
  • Letra: Jogamos as cartas na mesa / Pedimos aos deuses para nos abençoar / A fé que remove montanha / Traz conforto e alivia a emoção / Na mitologia, surge a nova forma de expressar / Momentos oportunos irradiam / Se é sorte ou azar / Nossa alegria, só o tempo dirá / Prepara o patuá, a figa de guiné / O trevo da sorte, vamos usar / Buscamos a nossa solução / Afastando o mau-olhado / O olho de hórus passa a proteção / Senhor, perdoai a humanidade / Que julgou sua liberdade / Na crucificação / Romanos revoltos com a atitude / Fez da cara ou coroa / Como forma de expressão / Considerados cruéis e violentos / Os gladiadores lutavam pela vida / Os deuses do olimpo buscavam a perfeição / Nos atletas de competição / A sorte está lançada, eu quero ver / Qual o bicho que vai dar / Vou levantar a poeira, dá a volta por cima / Chegou o Que Faltava nesse meu carnaval / Nossa vitória, hoje é real.

BARREIROS: A Magia do Tempo

  • Compositores: Diley Machado, Thiago Tarlher, André Filosofia, Nando Jr, Leandrinho LV, André Ricardo, Tuca Maia e Marcinho Diola
  • Letra: No sopro de Obatalá / A vida tomou forma em meu ventre / Desperto o passado e o presente / Para o futuro semear / Evolução... Na humanidade vi a ambição / Tempos áureos, o auge do poder / Impérios a se erguer / Egito, rara beleza que fascina / O sol brilha no seu alvorecer / Cleópatra, eterna rainha / Um grande amor a florescer / Segui... Passo a passo meu caminho / Escrevi... Nas areias meu destino / Gira a terra gira em rotação / É o ciclo da vida em cada estação / O índio guerreou, sucumbiu / A crença que cultuou não resistiu / Chega, intolerancia nunca mais / Oh capitão, a nação exije paz / O samba mandou chamar / De vermelho e branco, em tempo real / Faço o meu carnaval / O tempo vai eternizar / Meu sentimento verdadeiro / Mora no meu coração / És minha paixão Barreiros.

MOCIDADE DA PRAIA: Um mundo azul tão distorcido no espelho seu vou caminhando junto aos meus

  • Compositores: Condongas, Dimmy de Oliveira, Lolo, Luciano de Paula e Tim
  • Letra: Quem sou eu / Com meus segredos sem poder falar / Tenho direito de estar aqui / Tudo que eu sinto sem poder compartilhar / Quem dera, você pudesse conhecer meu mundo / Tão colorido de um amor profundo / Onde o sorriso tem o seu lugar / Brincando com os anjos / Acendo as estrelas / Misturo as tintas / E pego o pincel / Pintando de azul o meu céu / A Mocidade ecoa minha voz / Vivo na fantasia de um mundo real / Posso ser o mais belo albatroz / Ou apenas um rei neste carnaval / Sou eu! / A mais linda poesia / Uma valsa em sinfonia / A mais bela canção de amor / Sou eu! / Um beija-flor por natureza / O sangue azul da realeza / Caprichoso eu sei que sou / Os meus olhos estão marejando / O samba vai me levando / O atleta do mundo sou eu / No meu horizonte posso não ver nada / E ser tudo um fruto da imaginação / Me dê um abraço antes que eu me esqueça / Eu sou uma peça do quebra-cabeça.

GRUPO ESPECIAL

UNIDOS DA PIEDADE: Franciscos

  • Compositores: Tuka Reis, R. Lira, Thiago Meiners, Fernando Brito, Leandro Costa, Lucas Rigonato, Carlos Pinho, Daniel Barbosa, André, Amanda Rodrigues
  • Letra: A voz da igualdade ecoou / Caminho de luz, praticar o bem / Minha religião é o amor / No morro o samba diz amém / Sou instrumento da paz / Quem vai semeando a lição / Sou eu a renúncia da vida / A fé esculpida no rosto do irmão / Aquele que renasce na flor da primavera / Bondade espelhada à esperança / Quem se entrega para o povo / E faz do amor a sua bonança / Me chamo São Francisco de Assis / Em cada Francisco a missão de ser feliz / Ó senhor, iluminai o meu destino / Se fui moldado à sua imagem e semelhança / Por que há dor para alcançar a liberdade? /  Se a liberdade foi me dada como herança / Assis... Nas minhas mãos o fundamento / Em cada carta um alento, afaga o coração de mãe / Se há tristeza, eu levo alegria / A sabedoria em prol do amanhã / Resistência une verso e melodia / Poesia ao construir um novo afã / Oh! Piedade, seja porta-voz nesse momento / Que se plante mais amor para afastar o sofrimento / Depende de nós fazer a humanidade semear a paz / Como um rio de amor, sem desistir jamais.

JUCUTUQUARA: Griot

  • Compositores: Compositores: Rafael Mikaiá, Fernando Brito, Rodrigo Pinho, Carlos Jarjura, Roberth Melodia, Vlad Aks e André Cavalcante
  • Letra: Cai a noite é lua cheia / O silêncio pairou no ar / Pra escutar os contos de um ancião / Quem trás o dom, o poder de ensinar / À sombra de um Baobá / Um guardião dos segredos da vida / A sabedoria no bater de um tambor / Crenças, rituais e louvações / Cultivando milenares tradições / Nos quatro cantos o oculto desvendado / Conhecimento para os povos é levado / “Era uma vez” um baú de memórias / Preservando a essência em mais uma história / Ensinamentos, trajetória revelou / Griot guiou, guiou... / Oh! Mestre conduz o caminho / Retire os espinhos por onde eu passar / Desperte a cultura e o saber / O talento em cada ser há de revelar / Em versos, poemas, resiste a herança / No canto e na dança, negra vocação / A arte floresce na ponta dos pés / No toque das mãos, inspiração! / Vai ecoar do semba ao samba minha voz / O sonho vive em cada um de nós / Ser um eterno aprendiz... / Nas asas da coruja há esperança / Essa Nação merece um final feliz / Sou eu quem faço a história / A minha arte é de bamba / A velha guarda é quem mantém acesa a chama / Jucutuquara, eu me orgulho em dizer: / “O meu sorriso hoje e sempre é pra você”.

MOCIDADE UNIDA DA GLÓRIA (MUG): Oby: O Imaculado Santuário das Lendas

  • Compositores: Dudu Nobre e Diego Nicolau
  • Letra: Raiou no céu de Guaraci / A suntuosa luz de um novo dia / E em meus claros olhos, eu vi / Oby, um relicário de rara beleza / Devora a soberana natureza / Me entrega a delirante sedução / Do amor, que é pedra, refém da maldição / Voou nas asas, o fogo da paixão / E quem será capaz de duvidar / Imacular o real da ilusão / Ê já vai trovoar, maracá aquitã / É a Pura Ousadia de Tupã / Deixa a paz ensinada por Sumé / Plantar o grão, meu sagrado Abaré / Pajé, morubixaba sabedoria / Por entre os jequitibás me guia pra ver / O sol cintilar, o ouro nascer / E aê! A serpente vagueia / E aê! A sentinela da aldeia / Segue a ganância sem juízo / Rumo ao derradeiro paraíso / É o encanto, o ancestral / Um lindo canto de enfeitiçar / Em esmeraldas mergulhou a ambição / Vive a floresta, viva nosso chão! / Sou da Tribo Mocidade, Anauê! / Pinto a cara de vermelho pra vencer / Avante meu leão guerreiro / Mostra a força capixaba para o mundo inteiro.

BOA VISTA: O voo da Águia anuncia: A festa é Boa pode chegar. Ao som de uma linda sinfonia. A música capixaba celebrar!

  • Compositores: Ciraninho, Myngal, Emerson Xumbrega, Flávio Bento e Bid do Cavaco
  • Letra: Voa / Nas ondas do rádio / Minha águia voa / Baila no céu de notas musicais / O mestre dedilhando a viola / Fez escola na canção da paz / Mas olha... / Olha que coisa mais linda mais cheia de graça / Da bossa nova vou a jovem guarda / Pra recordar filhos do nosso chão / Pelo som da correnteza acordes de rara beleza / Revelam uma nova geração / Água de benzer veio te chamar / Hoje é o Dia D / Rock vai rolar / Viva Alex viva na avenida / O nosso congo bota pra pocar / Em versos / Cruzei o espaço / No tom da casaca / Orgulho pra nós / Puxa o fole sanfoneiro / Ninguém pode ficar só / Nessa noite de luar / E tome forró / Axé... Me agarrei no trio da folia / Reggae, rap, funk em união / Anjo preto / O samba é oração! / Espírito Santo / Chegou nossa hora / Nem tudo que é bom vem de fora! / A música faz emocionar / Sou capixaba o grande artista / A voz do povo vai ecoar / Canta Boa Vista.

NOVO IMPÉRIO: O Bê-a-Bá dos Guris: uma lição para todos

  • Compositores: Ana Sales, Berna Macaé, Eliz Reis, Jamilly Rachid, Priscila Faleiro, Sandra Barbosa, Sheila Vasconcelos, Sônia Gomes, Surama Nicchio, Tania Costa
  • Letra: Vem pra roda criançada, tem ciranda / Nesse embalo, nessa festa fiz meu samba / Traz o brilho no olhar, Novo Império vem aí! / Alegria de verdade no sonhar do meu guri / Por onde anda o sorriso do seu rosto? / Está exposto em cada capa de jornal / Abandonado, adormecido nas calçadas / Malabarismo, um trocado no sinal / São tantas vidas esquecidas pelos cantos / Os desenganos, os dissabores / Se há segurança, o alento é tolerância / Resiliência pra vencer os opressores / Mas sempre há uma luz pra iluminar o futuro / Educação é o caminho para o mundo / Um país de todos / Pra criança também / É proteger, é ensinar / Fazer o bem / Que todo direito se faça valer / A lei há de prevalecer / E assim num carrossel de esperança / A infância é a semente pra formar o cidadão / Virtudes para um novo amanhã / Num afã de mais carinho e proteção / Quero soltar pipa, jogar bola / E na escola saber tudo de cor / Abraçar a juventude / Nossas crianças são o bem maior / Vem ver guri, brilha o Império na avenida / Desde pequeno é meu grande amor / De pai pra filho a herança ficou.

IMPERATRIZ DO FORTE: Das Terras de Vila Rica à Vila Nova do Espírito Santo: Imperatriz Engalanada Apresenta a Rota Imperial São Pedro D'Alcântara

  • Letra: Cruzando a estrada do tempo / A Imperatriz gira a sua coroa / Lisboa / Ao cair da noite / Foi testemunha da corte / Que temia Napoleão / "Ou ficam todos, ou todos se vão" / Rumo ao paraíso tropical, meu Brasil / Seguindo os caminhos de Dom João / O reino se uniu / O vento soprou / Brilhou o ouro, preto e Vila Rica sorriu / Na Inconfidência do meu carnaval / Sigo a Rota Imperial, orgulho do Brasil / Passo a passo trilho meu destino / Encontro marcas da imigração / Entre montanhas e as águas cristalinas / Estendo o tapete, pra religião / Toca sanfoneiro que a gente quer dançar / Hoje tem polenta pode vir saborear / Herança quilombola e resistência / Rumo a vitória eu vou! / Cheguei a Vila Nova / Imperatriz no palácio do Imperador / A Verde e Rosa... Chegou / Espírito Santo... É amor / No meu caminho eu nunca vou te esquecer / Forte é o sentimento por você.

SÃO TORQUATO: O Portal das Ilusões

  • Compositores: Almir Cruz, Almeida Júnior, Jean Britto e Girão
  • Letra: Divina inspiração / De sonhos e fantasias / Loucuras da imaginação / Com seus mistérios e magia / Abrindo os portais da ilusão / Contos de fadas têm romances e belezas / Princesas, gnomos, heróis imortais / No reino encantado a revelação / Espelho me diz quem é a mais bela do nosso sambão / “É a São Torquato, a mais bela” / Encantando o povo na passarela / O swing da fúria é de arrepiar / Vibrante alegria me faz delirar / Sagrado da nossa consciência / Refúgio da vida real / Promessas de felicidade / Misturando sonhos com realidade / A Águia conduz a viagem / Através de um olhar multicor / O mundo está hoje na palma da mão / A tela nos guia a enfeitiçar / Eu vejo um cenário de esperança / Há luz no olhar de uma criança / Poção com a dose perfeita na vida é amar / Vai clarear / Amanhecer um novo dia / O Astro Rei vem abençoar / A Independentes que chegou para brilhar.

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