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Artistas capixabas têm curtas selecionados em mostra nacional

Curtas produzidos no Espírito Santo por artistas capixabas são destaques da programação das recém-lançadas mostras virtuais do Itaú Cultural

Publicado em 03/12/2020 às 08h00
Atualizado em 03/12/2020 às 08h00
Cena de “Nostalgia”, de Raphael Araújo, curta em cartaz em mostra do Itaú Cultural
Cena de “Nostalgia”, de Raphael Araújo, curta em cartaz em mostra do Itaú Cultural. Crédito: Itaú Cultural/Divulgação

Obras de dois artistas capixabas compõem a programação de duas mostras virtuais que foram lançadas no último dia 30 de novembro e 1° de dezembro, respectivamente, pelo Itaú Cultural. Os curtas foram selecionados por um núcleo da instituição, via edital, e estão disponíveis gratuitamente pela internet.


A primeira obra é "Inabitáveis", de Anderson Bardot, que está na mostra Projeções – Cinema Brasileiro Contemporâneo. O curta de 15 minutos narra a história de uma companhia de dança que está prestes a estrear seu espetáculo. O tema é a homoafetividade negra. Por isso, a produção mostra ensaios do grupo e a relação que a arte assume na amizade entre dois participantes do número – que exploram a sexualidade na intimidade.

Cena do curta “Inabitáveis”, de Anderson Bardot, em cartaz em mostra do Itaú Cultural
Cena do curta “Inabitáveis”, de Anderson Bardot, em cartaz em mostra do Itaú Cultural. Crédito: Luara Monteiro

O curta de Bardot está disponível até 14 de dezembro deste ano. As demais obras da exposição virtual também estabelecem diálogos entre os universos da ficção e novas vertentes de cinemas de gênero, que a entidade busca incentivar no País.

ARTE COMO RESPIRO

Já “Nostalgia”, de Raphael Araújo, é outro curta que faz parte da mostra Universos Oníricos, que reúne outras 10 produções que somam 28 minutos ao todo. A obra do artista capixaba compõe o Festival Arte Como Respiro – Edição Audiovisual, que convida o internauta a uma experiência por espaços – sendo o Universo Onírico um deles.

“Nostalgia” abriu exibição virtual nesta terça (1°) e continua no ar até o próximo dia 15 de dezembro. No curta, gravado neste ano no Estado, uma pálpebra abre a filmagem para ilustrar um fragmento de memória. Depois da cena, uma menina vaga em um deserto completamente surreal com direito a peixes voadores e bombas plantadas. A reflexão que o artista faz é parte da ideia de provocar uma lembrança nostálgica maravilhosa.

AS MOSTRAS

Com curadoria de Moira Toledo, coordenadora do curso com Renata Druck, a mostra "Projeções – Cinema Brasileiro Contemporâneo" traz cinco produções que estabelecem diálogos entre os universos da autoficção e as novas vertentes de cinemas de gênero.

Premiados em festivais nacionais e internacionais, os filmes dos estados do Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo, visam despertar debates e inspirar espectadores e estudantes de cinema, sob um olhar crítico às obras cinematográficas rodadas no Brasil nos últimos anos.

Já o Festival Arte como Respiro – Edição Audiovisual está em seu segundo recorte de projetos contemplados neste segmento dentro da série de editais de emergência realizada pela instituição para apoiar artistas impactados pela suspensão social no contexto da pandemia do Covid-19. A partir do tema Descobertas e/ou Redescobertas, foram selecionados mais 90 curtas-metragens, entre documentários, ficções e filmes experimentais, realizados com diferentes técnicas e linguagens.

Os curtas-metragens selecionados para esta edição tem até três minutos de duração, cada, e foram divididos em nove programas: Olhares para Dentro – parte 2, Janelas, Reminiscências – parte 2, Corpo Político, Corpo Presente, Universos Oníricos, Poesias Concretas, Saberes Sagrados, Femininas e Plurais e Uma Pitada de Humor (as sinopses de todos os filmes estão disponíveis no arquivo atachado).

Com 15 filmes, o programa Olhares par Dentro – parte 2 traz histórias que falam sobre a solidão e o olhar para si mesmo. Acentuada nos últimos tempos, o isolamento abre os olhos para enxergar o que parecia ser sem importância, como os detalhes de uma casa e seus mobiliários.

A descoberta ou a redescoberta das percepções sobre a passagem do tempo conduzem os filmes que podem ser assistidos no programa Janelas. Em oito histórias, as pessoas passaram a olhar mais para dentro de si, quando se sentiram isoladas em casa. Nesse conjunto de vídeos, é possível ver como elas preferiram abrir as janelas para descobrir ou redescobrir a rua, os vizinhos, seus hábitos e até mesmo a lua.

Vale lembrar que todas essas histórias foram registradas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Confira todos os curtas no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br)

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