Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Taylor Swift e Brasil x Argentina: ninguém mais pensa no que pode dar errado neste país?
Opinião da Gazeta

Taylor Swift e Brasil x Argentina: ninguém mais pensa no que pode dar errado neste país?

Decisões erradas podem matar. E se, culturalmente, essa afirmação deixa de ser levada em conta, tudo passa a ser banalizado

Publicado em 23 de Novembro de 2023 às 01:00

Públicado em 

23 nov 2023 às 01:00

Colunista

Futebol
Minutos antes de a bola rolar, torcedores de Brasil e Argentina entraram em confusão no maracanã e houve feridos Crédito: Maurícia Da Matta/W9 PRESS/Folhapress
Uma onda de calor arrebatadora e uma turnê marcada de uma grande estrela pop, com milhares de ingressos vendidos, sem a disponibilização de água para os presentes no show. Um clássico do futebol mundial entre duas seleções — uma das maiores rivalidades do esporte — e torcedores das torcidas antagônicas misturados nas arquibancadas.
Não, não dá para responsabilizar o acaso, não há imprevisibilidade, aleatoridade: qualquer coisa que saia do controle em eventos como os dois citados carrega uma carga pesada de omissão. Mas o pior é que,  no Brasil de hoje, ninguém mais parece querer saber do que pode dar errado. Não que exista um passado glorioso de eficiência e bom senso, pelo contrário. Mas a precariedade das decisões —nas esferas pública e privada, ou nas interseções entre ambas — parece ser a tônica, mesmo que esse "deixe estar" coloque cada vez mais pessoas em perigo. 
Decisões erradas podem matar. E se, culturalmente, essa afirmação deixa de ser levada em conta, tudo passa a ser banalizado.
É inconcebível que uma jovem de 23 anos perca a vida pela falta de sensatez de quem permitiu que um caldeirão fervesse em um estádio, em um dia com registro de temperaturas elevadíssimas no Rio de Janeiro. Circunstâncias que devem ser apuradas com rigor, em um episódio que precisa rever definitivamente a questão do consumo de água nesses grandes eventos. Nem tudo é comércio.
É inaceitável que, em um confronto esportivo que garante vaga na Copa do Mundo, a CBF, responsável pela organização, não tenha separado os torcedores argentinos e os brasileiros. A animosidade entre as torcidas também é digna de crítica, pois mostra a imensa distância que ainda existe entre futebol e civilidade. Mas quem poderia impedir que provocações descambassem para a violência, para todo mundo ver, em pleno Maracanã, lavou as mãos.
Ganância e negligência andam quase sempre de mãos dadas, e explicam bem o atual estado das coisas. O Brasil segue a lamentar suas tragédias, e a maioria esmagadora delas poderia ser evitada, com menos descaso e desdém. Passamos vergonha depois que elas acontecem, quando precisamos sentir vergonha é do que deixamos de fazer antes.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Heliene Del Esposti, Tia Penha e Penha Colodetti
Pantaneiras celebram aniversariantes do mês com jantar em Vitória
Data: 07/04/2017 - Notas de Dinheiro - Real - Governo propõe salário mínimo de R$ 979 em 2018 - Salário: reajuste será igual ao índice da inflação - Editoria: Economia - Foto: ARQUIVO - GZ
Reformas não bastam para o desenvolvimento
Lama cirúrgica
Lama cirúrgica: até polícia do ES foi acionada após sumiço de documentos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados