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Opinião da Gazeta

Reconhecimento facial está dificultando a vida de quem foge da Justiça

Desde a implantação do projeto-piloto, em novembro do ano passado, 150 pessoas foram capturadas no Espírito Santo após serem flagradas em situações corriqueiras em espaços públicos

Publicado em 16 de Junho de 2025 às 01:00

Públicado em 

16 jun 2025 às 01:00

Colunista

Wanderli Albano no sistema de reconhecimento e em uma das fotos do banco de dados da Sesp
Wanderli Albano no sistema de reconhecimento e em uma das fotos do banco de dados da Sesp Crédito: Divulgação | Sesp
Não dá para negar que é uma verdadeira revolução na segurança pública, algo que até bem pouco tempo só seria imaginável em séries de ficção científica: pessoas procuradas por crimes, com mandados de prisão em aberto, sendo reconhecidas e presas enquanto seguiam suas vidas no anonimato das multidões. Tudo porque câmeras com sistemas de Inteligência Artificial estão espalhadas por locais de grande circulação de pessoas no Espírito Santo, realizando os flagrantes.
Uma das 150 capturas (o sistema também busca pessoas desaparecidas)  já realizadas desde o início do projeto-piloto, em novembro do ano passado, chamou atenção na última quinta-feira (12) pelo tempo decorrido desde o crime: Wanderli Albano da Silva foi preso em Cariacica por ser suspeito de ter matado e ocultado o corpo do motorista por aplicativo Anderson Luiz Lira, em junho de 2020.
As mudanças físicas impostas pelo tempo não foram suficientes para impedir o reconhecimento:  a tecnologia consegue calcular as métricas do rosto da pessoa mesmo com o envelhecimento ou o uso de bonés e óculos. Assim, cinco anos depois do homicídio, a Justiça vai poder seguir seu trâmite.
Toda a justa empolgação com o uso dessa tecnologia, que está dificultando bastante a vida de quem tem pendências com a Justiça, não pode se esquivar de cuidados. Há registros de falhas, como o caso o do personal trainer que  foi preso por engano em Sergipe. A tecnologia não é infalível, e há temores de que possam existir vieses raciais, o que é um problema. A tecnologia ajuda a buscar uma agulha no palheiro, mas a comprovação de que a pessoa encontrada é mesmo a procurada ainda depende da avaliação humana.
Com câmeras estão instaladas em ruas, espaços e prédios públicos, inclusive em parte da frota do Sistema Transcol, o projeto-piloto começa a fechar o cerco contra todo o tipo de criminoso. De acordo com a Secretária de Estado da Segurança Pública (Sesp), quase a metade dos reconhecidos até agora  eram acusados de homicídios, roubo e tráfico de drogas. Quem tem problema com a Justiça, com tantas câmeras por aí, certamente não está tão tranquilo quanto antigamente.

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