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Opinião da Gazeta

Mais uma nota A para marcar a cultura da responsabilidade fiscal no ES

Cultura é algo se constrói, a partir da mudança de mentalidade. Não é simples, mas o Espírito Santo conseguiu esse feito

Publicado em 17 de Setembro de 2025 às 01:02

Públicado em 

17 set 2025 às 01:02

Colunista

Dinheiro
Finanças Crédito: Divulgação
O reconhecimento nacional do compromisso do Espírito Santo com a saúde financeira passou a ser algo esperado. Este é o 14º ano consecutivo em que se confirma o recebimento de uma nota A na análise da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag), promovida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). E o segundo ano com o A+, na gestão fiscal.
Mas o excelente resultado, compartilhado somente com outros seis estados (Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, Ceará e Paraíba), só é tão esperado porque existe um trabalho contínuo, com o cumprimento das obrigações financeiras. É o retorno inevitável quando a cultura de responsabilidade com as contas públicas se estabelece.
Cultura é algo se constrói, a partir da mudança de mentalidade. Não é simples, mas o Espírito Santo conseguiu esse feito, ao superar a  desorganização fiscal que, aliada à instabilidade institucional, afundou o Estado em um abismo. No início deste século, não se poderia imaginar que passaríamos a ser exemplo no cenário nacional em tão pouco tempo. Mas foi isso o que aconteceu após a sociedade civil capixaba se organizar para promover o próprio resgate institucional.
Contudo, segue sendo imprescindível cuidar dessa cultura, para que ela permaneça. É um compromisso que precisa ser renovado a cada ano, por qualquer gestão que esteja à frente do Palácio Anchieta.
Não estamos muitos distantes de encerrar mais um ciclo de governo, as eleições de 2026 já batem à porta, e o equilíbrio fiscal deve ser mantido como meta. É um marco civilizatório, é política de Estado.  É o que vai manter o Espírito Santo nos holofotes, como modelo para o Brasil.
As notas A consecutivas coroam as finanças equilibradas. E consequentemente apontam para um Espírito Santo com capacidade de investimento e de mais entregas. A população é a maior beneficiada quando as contas públicas estão em dia, como deve ser.

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