Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Editorial
  • Mais um bem-vindo golpe contra os penduricalhos do serviço público
Opinião da Gazeta

Mais um bem-vindo golpe contra os penduricalhos do serviço público

Em nova decisão, o ministro Flávio Dino, do STF, ampliou o cerco contra o pagamento descontrolado de verbas indenizatórias que turbinam os salários para além do teto constitucional

Publicado em 20 de Fevereiro de 2026 às 01:00

Públicado em 

20 fev 2026 às 01:00

Colunista

Votação (pb - preto e branco)
Câmara dos Deputados Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara
O estratagema usado para turbinar os salários do serviço público sofreu mais um golpe com a proibição de novas leis que permitam o pagamento de salários e verbas alegadamente indenizatórias acima do teto constitucional. A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, ampliou o alcance daquela anterior que suspendeu o pagamento de "penduricalhos" sem base legal nos Três Poderes da República. Também determinou que não sejam feitos pagamentos retroativos à primeira decisão.
São movimentações que cumprem uma missão que cabe ao Legislativo: colocar para andar a reforma administrativa emperrada no Congresso. O mesmo Congresso que, em janeiro, aprovou propostas que incluíam a criação de penduricalhos que poderiam elevar alguns salários a mais de R$ 80 mil, bem acima dos R$ 46,3 mil firmados como teto atualmente.
Um supersalário, sem dúvidas, mas nem é dos mais altos. Os maiores supersalários do Brasil chegam a R$ 3,1 milhões em um ano, como o caso de uma promotora do Ministério Público do Rio de Janeiro. É um nível de dissimulação generalizada que precisa ter fim. O Judiciário é sempre destaque, mas Legislativo e Executivo não escapam dessa onda de privilégios que cria uma casta do serviço público, defendida com unhas e dentes por um lobby que parece inabalável. Mas isso tem que acabar.
A decisão deixa evidente a urgência da regulamentação do teto remuneratório no serviço público, para finalmente estabelecer regras paras as verbas indenizatórias, acabando com a confusão conveniente que tanto beneficia o patrimonialismo. Os penduricalhos são acintosos, e praticados em todas os níveis, federal, estadual e municipal, mesmo que nem sempre batam no teto salarial.
De grão em grão, os cofres públicos são permanentemente atacados.
Um exemplo recente e bem próximo dos capixabas de como benefícios são criados pelos políticos para benefício próprio e de alguns grupos do serviço público é o auxílio-alimentação extra no mês de aniversário, aprovado pela Câmara de Fundão, para vereadores e servidores. Nesse caso, a soma do benefício está longe de tocar o teto do funcionalismo, mas é mais um gasto que sai do mesmo bolso: o do cidadão.
Apenas um projeto entre tantos outros noticiados com frequência. É uma discussão que extrapola a questão do supersalário. No fim, o que brasileiro quer é a moralização definitiva no uso dos recursos públicos.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Binário entre a Rodovia do Sol e a Avenida Saturnino Rangel Mauro, em Vila Velha
Postes na Rodovia do Sol vão ser removidos a partir de segunda (1º)
Motociclista de 51 anos morreu após cair da moto que pilotava na BR 101, em Linhares
Motociclista morre após cair de moto em acidente na BR 101 em Linhares
Imagem de destaque
9 receitas ricas em proteínas magras para o jantar

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados