Cruzeiros marítimos: ES tem a chance de se profissionalizar e mostrar seu potencial

A previsão, mais otimista, era que na temporada de 2025/2026 as operações já tivessem sido retomadas, mas os atrasos nas licenças necessárias foram empurrando os prazos

Publicado em 16/02/2026 às 01h00
Píer do Hotel Senac na Ilha do Boi, em Vitória
Píer do Hotel Senac na Ilha do Boi, em Vitória. Crédito: Divulgação/Hotel Senac

Com a cessão da área do píer da Ilha do Boi, em Vitória, oficializada ao Senac pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), a volta do desembarque de turistas de cruzeiros marítimos dá mais um passo, com a superação dessa etapa burocrática. Assim, fica liberado o início da reforma da estrutura, localizada nas proximidades do Hotel Senac Ilha do Boi, onde lanchas deixarão os visitantes dos navios.

A previsão, mais otimista, era que na temporada de 2025/2026 as operações já tivessem sido retomadas, mas os atrasos nas licenças necessárias foram empurrando os prazos. E os navios turísticos dependem dessa nova estrutura por uma questão de adaptação à  realidade atual dos cruzeiros: as embarcações ficaram maiores, com capacidade entre 3 mil e 5 mil passageiros. O investimento previsto para a reforma do atracadouro, com mais de 30 metros, é de R$ 3 milhões. 

As paradas realizadas no Porto de Vitória, que já chegou a ter mais de 31 paradas em uma única temporada de cruzeiros, em 2011, eram de navios menores, que conseguiam entrar na Baía de Vitória. Com o novo esquema, os cruzeiros maiores ficarão atracados nas proximidades da Terceira Ponte. De lá, embarcações menores vão retirar os turistas e deixá-los no píer da Ilha do Boi.

O sucesso da volta dos cruzeiros vai depender de outros fatores, além da mera permissão para o desembarque em Vitória. Governo e prefeituras devem incentivar a criação de roteiros atraentes na Grande Vitória, com a participação de empreendedores, para que os visitantes realmente se interessem em conhecer e deixar o seu dinheiro. Estima-se que o gasto por visitante pode ficar entre R$ 600 e R$ 800, por isso restaurantes, bares e lojas devem estar mais preparados para esse receptivo. Lembrando que o turismo é a bola da vez para superar as perdas da reforma tributária.

 O Espírito Santo precisa aproveitar a chance de se profissionalizar e vender melhor para o visitante aquilo que é imperdível. O que vai fazer um turista descer de um navio repleto de opções de lazer e conforto para conhecer Vitória? É isso que os principais atores do turismo capixaba precisam ter em mente. É a vontade de voltar e o boca a boca que ajudam a fortalecer o turismo em qualquer lugar do mundo.

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