Mesmo com uma retração de 1,4% em relação ao ano recorde de 2024, as exportações no Espírito Santo atingiram a expressiva marca de US$ 24,3 bilhões, com o volume movimentado superando os nove anos anteriores a 2024. É incontestável que o Estado conseguiu manter o fôlego mesmo sob a pressão das tarifas impostas (e depois reduzidas) pelo governo Trump.
E isso se deveu à diversificação de destinos, uma estratégia que não pode ser abandonada em tempos de bonança. Com 27,1% das exportações em 2025, uma queda de 7,6% em relação ao ano anterior, os Estados Unidos se mantiveram como maior parceiro comercial, mas houve expansão da relação com outros países, sobretudo asiáticos.
Singapura, com 8,6% de participação no bolo das exportações capixabas, e China, com 5,7%, ficaram em segundo e terceiro lugares, com alta em relação a 2024 de 235,6% e 40,9%, respectivamente. Coreia do Sul também teve crescimento expressivo.
A dependência de um único parceiro é sempre um risco, principalmente diante da volatilidade crescente das relações comerciais. O Espírito Santo fez importantes movimentos de abertura a outros países e constatou o acerto da estratégia em 2025. E deve continuar navegando por outros mares.
O acordo de livre comércio assinado no último sábado (17) entre o Mercosul e a União Europeia, quando estiver em franco funcionamento, vai contribuir para essa expansão das exportações capixabas com a maior previsibilidade nas regras comerciais. É um mercado que pode se abrir sem os atropelos dos tarifaços inesperados dos Estados Unidos.
O Espírito Santo mostrou em 2025 uma capacidade de leitura dos sinais do mercado internacional ao buscar novos destinos aos seus produtos. É um processo que não se encerra com a queda das tarifas norte-americanas. É um dever de casa permanente para o Estado se manter competitivo no mercado externo.
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