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Opinião da Gazeta

Com 20 anos de espera, passou da hora de ressuscitar o Mercado da Capixaba

Prefeitura de Vitória anunciou que ordem de serviço para obras no prédio será lançada no dia 25 deste mês, após seguidas promessas que nunca saíram do papel desde o incêndio no local, em 2002

Publicado em 10 de Junho de 2022 às 02:00

Públicado em 

10 jun 2022 às 02:00

Colunista

Mercado
Abandonado, o Mercado da Capixaba é tomado pelo mato, no Centro de Vitória, em julho de 2021 Crédito: Carlos Alberto Silva
O quase centenário Mercado da Capixaba, inaugurado em 1926 e tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1983, é uma das preciosidades arquitetônicas e um patrimônio histórico do Centro de Vitória que acabou relegado ao abandono nas últimas décadas, entre promessas de reformas e seguidos adiamentos. No próximo dia 25, a Prefeitura de Vitória vai assinar  a ordem de serviço das obras, o que, pelo menos em tese, sinaliza que a reconstrução do local vai sair do papel.
O espaço de 2,5 mil metros quadrados sofreu danos estruturais em um incêndio em 2002, que destruiu o telhado, e desde então as deteriorações se acentuaram, mas o prédio só foi desocupado no fim da última década. Até então, permaneceu sendo espaço utilizado por artesãos de forma quase improvisada.
Mercado da Capixaba
Incêndio no Mercado da Capixaba em 2002 Crédito: Marcos Fernandez
A edificação possui um amplo pátio que conta com quatro acessos e foi construída para ser um mercado municipal de abastecimento.  O pavimento superior chegou a abrigar um hotel até os anos 1940, e posteriormente foi sede da Rádio Espírito Santo. Com a construção da Vila Rubim, nos anos 1960, o espaço foi perdendo suas funções originais. Nos anos 90, passou por uma reforma para que recebesse a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo no local.
Mercado da Capixaba
Mercado da Capixaba visto do alto Crédito: Marcelo Prest
Trata-se de um espaço privilegiado, cuja a destinação turística e gastronômica, se bem administrada, pode trazer bons frutos para a revitalização da região central de Vitória. Exemplos de sucesso desse tipo de empreendimento em todo o mundo não faltam, nem mesmo em outras capitais brasileiras.
O projeto da Prefeitura de Vitória para o novo Mercado da Capixaba manterá as características do projeto original, mas com a instalação de  elevador e ar-condicionado. Há a previsão de  18 lojas, com dimensões que variam de 23 a 103 metros quadrados, e a reurbanização do entorno. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 10,5 milhões.
Nos últimos anos, nunca se esteve tão perto do renascimento do Mercado da Capixaba. Em janeiro de 2020, a promessa era a de que os trabalhos aconteceriam no segundo semestre daquele ano, mas é de conhecimento geral a crise global  que adiou os planos. Em julho do ano passado, já na atual gestão, houve uma nova previsão para o primeiro semestre de 2022, o que tampouco ocorreu. Agora, o anúncio da data de lançamento da ordem de serviço reacende as expectativas.
O novo Mercado da Capixaba é parte aguardada da revitalização do Centro, mas sozinho não vai fazer milagres. O renascimento da região depende de ações integradas, com propostas legislativas que incentivem as reformas e a reocupação dos espaços abandonados nos últimos anos. Não dá para adiar mais.

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