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Opinião da Gazeta

Iniciativas pessoais no ES são as sementes da sustentabilidade

Mas é preciso ir além: a sociedade civil organizada tem um compromisso de cobrar e propor mudanças; governantes e legisladores devem se envolver com ações estruturais para a proteção ambiental

Publicado em 07 de Junho de 2022 às 02:00

Públicado em 

07 jun 2022 às 02:00

Colunista

Meio ambiente
Projeto Renascente visa prevenir seca para produtores rurais e população da Grande Vitória Crédito: Ari Melo/TV Gazeta
Quando se personifica a defesa do meio ambiente, alguns ambientalistas fizeram e fazem história no Brasil. Seus rostos são imediatamente lembrados: Chico Mendes, Dorothy Stang, Ailton Krenak. Cada um em sua época, são alguns dos nomes indissociáveis da causa socioambiental e fontes de inspiração para tantos outros que, mesmo sem os holofotes, plantam as sementes da transformação. Mostram a força da atitudes individuais.
Muitos podem ter a tentação de chamá-los de heróis anônimos, o que é justo, mas o que essas pessoas praticam vem a ser o exercício mais bem acabado de humanidade. Um senso de pertencimento ao planeta e de responsabilidade com o meio ambiente que deveria contagiar a sociedade e seus governantes.
A causa ambiental se tornou uma agenda que, mesmo considerada fundamental para o futuro do planeta, é costumeiramente deixada de lado. Esquece-se o sentido de conexão, de que não há como sustentar o crescimento econômico sem dar a devida preocupação aos recursos naturais do planeta. Meio ambiente não se relaciona somente com a natureza: ele também padece com os desequilíbrios sociais. 
Há pelo menos meio século, quando a ONU instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a pauta da sustentabilidade se desenvolveu em meio a avanços e retrocessos, mas é fato que desde então se disseminou a noção da finitude dos recursos naturais. Antes, ainda era comum a mentalidade de que eles seriam inesgotáveis. O desenvolvimento predatório é prejudicial para a própria geração de  riquezas.
Portanto, é louvável que existam ações individuais que façam a diferença. Mas não se pode correr o risco da acomodação: a sociedade civil organizada tem um compromisso de cobrar e propor mudanças; governantes e legisladores devem se envolver com ações estruturais para a proteção ambiental.  Este jornal se propõe a ser porta-voz, de uma forma propositiva, na página Atitude Sustentável, lançada neste domingo (5).
Rossini Vogas, com sua devoção pessoal ao reflorestamento de sua propriedade, foi modesto sobre seu papel: "Você só tem que dar uma força para a natureza, o resto ela faz". Essa força, contudo, com o empenho governamental sério e organizado, pode ser ainda mais transformadora. As atitudes individuais precisam estimular as  coletivas. Ninguém está sozinho.

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