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Projeção do Focus para PIB de 2020 passa de -5,04% para -5,02%

O Relatório de Mercado Focus também trouxe nesta segunda-feira (5), e a mediana das previsões para a Selic neste ano que seguiu em 2,00% ao ano

Publicado em 05/10/2020 às 11h27
PIB
PIB. Crédito: A7 Press/Folhapress

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 5,04% para queda de 5,02%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,31%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 seguiu em baixa de 6,30%. Há um mês, estava em queda de 6,38%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 4,41% para 4,53%, ante 5,33% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,00% para 67,55%. Há um mês, estava em 66,00%. Para 2021, a expectativa foi de 69,95% para 70,00%, ante 69,83% de um mês atrás.

DÉFICIT PRIMÁRIO

O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira (5) alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 12,00% para 12,05%. No caso de 2021, foi de 2,84% para 3,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,70% e 2,60%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 15,50% para 15,70%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, permaneceu em 6,50%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,00% e 6,25%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o país terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus realizada pelo BC, de superávit comercial de US$ 55,15 bilhões para US$ 57,49 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 53,31 bilhões para US$ 55,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 53,35 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 7,20 bilhões para US$ 6,81 bilhões, ante US$ 8,10 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 19,45 bilhões para US$ 17,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 15,60 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 foi de US$ 55,00 bilhões para US$ 51,26 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 68,50 bilhões para US$ 65,00 bilhões, ante US$ 65,48 bilhões de um mês antes.

SELIC

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira (5), que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 2,50% ao ano, ante 2,88% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, permaneceu em 5,50%, ante 5,75% de quatro semanas atrás.

Em setembro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que "a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado", mas "devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".

Em função disso, conforme o BC, "eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva".

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 2,00% ao ano, ante 1,88% de um mês antes. No caso de 2021, permaneceu em 2,00% ao ano, igual a quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2022 no Top 5 permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava em 4,25%. No caso de 2023, seguiu em 4,63%, ante 5,75% de quatro semanas antes.

IPCA

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 2,05% para 2,12%. Há um mês, estava em 1,78%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,01% para 3,00%. Quatro semanas atrás, estava em 3,00%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 2,12% para 2,23%. Para 2021, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,20%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,64% e 3,00%, respectivamente.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 seguiu em 3,48%, igual a um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,25% de quatro semanas antes.

ÚLTIMOS 5 DIAS ÚTEIS

A projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis foi de 2,27% para 2,23%. Houve 38 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 1,78%.

No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,00% para 3,02%. Há um mês, estava em 2,99%. A atualização no Focus foi feita por 38 instituições.

OUTROS MESES

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em setembro de 2020, de alta de 0,35% para avanço de 0,43%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,19%

Para outubro, a projeção no Focus foi de alta de 0,37% para 0,40% e, para novembro, foi de alta de 0,24% para 0,25%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,29% e 0,24%, nesta ordem.

No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses seguiu em alta de 3,24% de uma semana para outra há um mês, estava em 3,00%.

CÂMBIO

O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (5), pelo Banco Central (BC), mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,25, mesmo porcentual de um mês atrás. Para 2021, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio permaneceu em R$ 5,00, valor igual ao de quatro pesquisas atrás.

Economia PIB Taxa Selic Câmbio

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