Publicado em 6 de março de 2026 às 20:42
BRASÍLIA - A Polícia Federal disse, em nota divulgada nesta sexta-feira (6), que seus relatórios e representações não incluem dados sobre a "intimidade ou a vida privada de investigados" e pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), uma investigação sobre a suspeita de vazamento de mensagens sigilosas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.>
A solicitação foi feita pelas equipes de investigadores do caso, a pedido do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O ministro já havia aberto nesta sexta (6) um inquérito para apurar esses vazamentos, a pedido da defesa do ex-banqueiro.>
Em sua nota, a PF afirma que os documentos elaborados no âmbito da Operação Compliance Zero não tiveram "dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações".>
"A Polícia Federal reafirma que atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade", diz o comunicado.>
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Segundo a nota, "não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados".>
O comunicado ainda afirma que os materiais da operação estão em poder da PF desde novembro do ano passado e desde janeiro com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Por ordem do ministro Dias Toffoli, afirma a PF, a defesa dos investigados teve acesso integral às informações.>
"Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo", acrescenta o órgão.>
Mais cedo, a defesa de Vorcaro fez menção a "supostos diálogos com autoridades", inclusive o ministro Alexandre de Moraes, ao pedir uma investigação a Mendonça. Essas conversas, alegam os advogados, foram "talvez editadas e tiradas de contexto" e "têm sido divulgadas para os mais diversos meios de comunicação".>
Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia em que foi preso, em 17 de novembro de 2025. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que teve acesso a imagens de nove mensagens trocadas entre os dois via WhatsApp entre as 7h19 e as 20h48 daquele dia, e confirmada pela Folha de S.Paulo.>
Nas conversas enviadas à CPI mista do INSS há mensagens de conteúdo sexual trocadas entre Vorcaro e sua então namorada, Martha Graeff, em 2024, que não guardam relação com os crimes investigados pela comissão.>
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