Publicado em 6 de março de 2026 às 17:30
Reter talentos se tornou um dos maiores desafios para recursos humanos e lideranças. Mais do que a dificuldade de contratação, empresas enfrentam altas taxas de rotatividade, muitas vezes resultado de processos internos mal estruturados, gestão e uma cultura organizacional desalinhada. Essas fragilidades afetam diretamente o engajamento e o bem-estar, mostrando que reter pessoas exige mais do que boas condições salariais, é preciso criar um ambiente onde elas queiram permanecer. >
Segundo o relatório Global Human Capital Trends 2025 , da Deloitte, empresas que investem em bem-estar, propósito e práticas centradas nas pessoas têm mais facilidade para atrair e reter talentos, enquanto aquelas que negligenciam esses fatores enfrentam maiores desafios de engajamento e de rotatividade. >
Para a psicóloga Flávia Mentone, CEO da Reponto, empresa especializada no recrutamento e seleção de Pessoas com Deficiência, a rotatividade está diretamente ligada à experiência vivida dentro das organizações . “Hoje, as pessoas não querem apenas um emprego, elas querem se sentir respeitadas, seguras e pertencentes. Quando isso não acontece, a saída acaba sendo uma consequência natural”, afirma. >
A seguir, a especialista lista 8 estratégias para reduzir a rotatividade nas empresas. Confira! >
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Ambientes em que profissionais não se sentem incluídos ou respeitados tendem a registrar maior evasão de talentos. >
Como aplicar: integrar diversidade e inclusão à estratégia do negócio, com metas claras, acompanhamento de indicadores e capacitação contínua das lideranças. >
A ausência de perspectivas profissionais gera frustração e desmotivação . >
Como aplicar: estabelecer planos de carreira estruturados, oferecer capacitações contínuas e manter conversas frequentes sobre desenvolvimento. >
Modelos rígidos e excesso de controle impactam diretamente a satisfação no trabalho. >
Como aplicar: revisar políticas internas, ampliar formatos flexíveis quando possível e avaliar desempenho com base em entregas e resultados. >
Quando a cultura apresentada no recrutamento não corresponde à realidade interna, ocorre quebra de confiança. >
Como aplicar: alinhar expectativas desde o processo seletivo e assegurar coerência entre discurso institucional e prática diária. >
A falta de valorização pode gerar o chamado desengajamento silencioso. >
Como aplicar: implementar uma cultura de feedback estruturado e reconhecer contribuições de forma frequente e consistente. >
Gestores despreparados para lidar com diversidade, saúde emocional e escuta ativa impactam o clima organizacional. >
Como aplicar: promover treinamentos em gestão de pessoas , inteligência emocional e inclusão, fortalecendo a atuação estratégica das lideranças. >
Empresas que comunicam compromisso com saúde mental e diversidade, mas não promovem mudanças concretas, perdem credibilidade. >
Como aplicar: revisar processos, políticas e comportamentos internos para garantir que os valores institucionais estejam refletidos no dia a dia. >
Ambientes que normalizam sobrecarga, jornadas exaustivas ou ausência de escuta aumentam os pedidos de desligamento. >
Como aplicar: fortalecer canais internos de diálogo, monitorar riscos psicossociais e promover equilíbrio entre vida pessoal e profissional. >
O tema ganha ainda mais relevância diante das atualizações na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que desde 2024 ampliou as exigências relacionadas à gestão de riscos psicossociais e reforçaram a responsabilidade das empresas na construção de ambientes de trabalho seguros. >
Para Flávia Mentone, reduzir a rotatividade exige uma mudança estrutural. “Trazer mais diversidade para dentro da empresa não é apenas uma pauta social, é uma decisão estratégica. Ambientes diversos, inclusivos e humanos retêm talentos, fortalecem a cultura organizacional e constroem resultados mais sustentáveis”, conclui. >
Por Letícia Goulart >
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