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Petrobras reduz produção e adia pagamento de parte de salário de gerentes

Empresa está sentindo os reflexos da turbulência provocada pelo coronavírus que causou também um "choque do petróleo às avessas "

Publicado em 01/04/2020 às 10h37
Atualizado em 01/04/2020 às 10h37
Plataforma da Petrobrás
Plataforma da Petrobras: empresa está tomando medidas para proteger caixa. Crédito: Arquivo/André Motta de Souza/Agência Petrobras

Petrobras anuncia novo corte de produção, além do já anunciado em 26 de março, de 100 mil barris diários. A companhia anuncia que a partir desta quarta-feira, 1º de abril, o corte será de 200 mil barris diários, incluindo o anterior.

Em nota, a Petrobras justifica a redução diante da "contração da demanda por petróleo e combustíveis". A duração não está definida e para a definição dos campos que terão sua produção diminuída a empresa diz que levará em consideração condições mercadológicas e operacionais.

A empresa está sendo os reflexos da crise do petróleo provocada pela queda no preço do barril. No início de março, após desvalorização da commodity, devido à redução da demanda, briga entre Rússia e Arábia Saudita, que derrubou ainda mais o valor de mercado do produto.

Outras medidas são postergação de desembolso de caixa e redução de custos. Já havia sido anunciado corte de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, sendo uma das ações poupar cerca de R$ 700 milhões em despesas com pessoal, com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, de empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de 21 mil empregados.

Para a Transpetro também há um plano de resiliência, visando reduzir a estrutura de custos, "tanto de gastos operacionais quanto de investimentos, postergando ou otimizando desembolsos", no valor de R$ 507 milhões em 2020, conforme o fato relevante.

Por fim, a companhia diz que "segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, realizará novos ajustes, sempre garantindo as condições de segurança para as pessoas, operações e processos".

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